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Misty Fest 2026: diversidade, expansão e 48 concertos que reforçam um dos festivais mais singulares do país

O Misty Fest 2026 reúne 48 concertos entre outubro e dezembro em Lisboa, Porto, Loulé e Coimbra, segundo a Glam Magazine, com uma audiência estimada em 35 mil espectadores.

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Redação PORTA B

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Misty Fest 2026: diversidade, expansão e 48 concertos que reforçam um dos festivais mais singulares do país

O Misty Fest 2026 apresenta 48 concertos distribuídos por Lisboa, Porto, Loulé e Coimbra, entre outubro e dezembro, segundo a Glam Magazine. O festival é promovido mais uma vez pela UGURU e ocupa mais de uma dezena de salas de referência. Lisboa acolhe 28 concertos, o Porto 18, e Loulé e Coimbra um cada. A audiência é estimada em 35 mil espectadores, num festival que continua a privilegiar espaços de proximidade e ambientes intimistas.

Segundo a mesma fonte, a identidade do Misty Fest mantém-se marcada pela diversidade, com jazz contemporâneo, indie, neoclássico, eletrónica, folk e diferentes abordagens experimentais à criação musical. O programa junta artistas consagrados e novas descobertas, cruzando gerações e geografias.

Nomes em destaque

Entre os nomes maiores da edição de 2026, José González regressa a Portugal para apresentar o novo álbum nos Coliseus de Lisboa e Porto. Rodrigo Leão volta ao festival com uma recriação especial de “Alma Mater”, acompanhado por convidados a anunciar, em concertos no Coliseu dos Recreios e na Casa da Música.

Cat Power sobe ao palco do Sagres Campo Pequeno, a maior sala desta edição, para revisitar “The Greatest”, álbum que, de acordo com a fonte, nunca serviu de base a uma digressão nacional. Al Di Meola regressa para quatro concertos. Alan Stivell celebra 60 anos de carreira, e Christian Löffler apresenta o novo álbum num formato inédito em Portugal, com uma banda de cinco músicos, numa estreia absoluta no país.

Jazz, eletrónica e propostas internacionais

As Contemporary Jazz Nights assumem protagonismo em 2026. Em Lisboa, atuam os britânicos Mammal Hands, a saxofonista e compositora Laura Misch e a baterista francesa Anne Paceo. No Porto, Mammal Hands e Anne Paceo regressam, juntando-se a Eliana Glass, pianista e compositora norte-americana.

No Teatro São Luiz, East Forest apresenta um espetáculo que cruza eletrónica ambiental, composição contemporânea e uma sensibilidade próxima da tradição New Age. Niklas Paschburg atua no Museu do Oriente e na Casa da Música. No mesmo teatro, uma noite dedicada ao jazz contemporâneo junta Svaneborg Kardyb e Vega Trails, ambos ligados à Gondwana Records, com estreia nacional dos Vega Trails.

Rodrigo Cuevas traz ao festival o espetáculo “La Belleza”, habitualmente apresentado em grandes auditórios e arenas em Espanha. Os PAUS apresentam alguns dos últimos concertos da sua carreira, Surma mostra um novo espetáculo a solo, atualmente em desenvolvimento, e a canadiana Frazey Ford estreia-se em Portugal com a sua fusão de folk, soul e canção de autor.

Programação intimista no CCB

Na sala Luís de Freitas Branco, no CCB, o festival apresenta uma programação mais íntima. A sul-coreana Youn Sun Nah atua pela primeira vez em Portugal. Eliana Glass regressa para um segundo concerto, que a fonte aponta como uma das atuações mais recomendadas desta edição. Nancy Vieira e Francisco Sassetti estreiam um espetáculo que aproxima a morna cabo-verdiana do universo pianístico contemporâneo, e Maria João e João Farinha apresentam “O Coração é um Músculo”, projeto centrado na exploração expressiva da voz e na cumplicidade artística construída ao longo de décadas.