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Rita Redshoes lança novo álbum “FALA” a 25 de Setembro e revela as autoras convidadas

A cantora e compositora Rita Redshoes prepara-se para um regresso marcante ao panorama discográfico português com o lançamento de "FALA", o seu sétimo álbum de estúdio, agendado para 25 de setembro.

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Redação PORTA B

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Rita Redshoes lança novo álbum “FALA” a 25 de Setembro e revela as autoras convidadas

Entre o Cansaço e a Liberdade: Rita Redshoes Desvenda 'FALA', o Seu Novo Álbum Coletivo de Autorias Femininas

A cantora e compositora Rita Redshoes prepara-se para um regresso marcante ao panorama discográfico português com o lançamento de "FALA", o seu sétimo álbum de estúdio, agendado para 25 de setembro. Este novo trabalho promete ser um capítulo singular na sua carreira, reunindo um coletivo de vozes femininas que assinam as composições, e um novo single será conhecido já a 17 de setembro.

Um Capítulo Inovador na Trajetória de Rita Redshoes

Uma das vozes mais reconhecidas da música nacional, Rita Redshoes assinala com "FALA" o seu sétimo registo de longa duração, consolidando uma trajetória artística já longa e aplaudida. Este novo projeto representa uma significativa evolução e um aprofundamento de ideias já exploradas anteriormente pela artista, marcando uma nova fase na sua jornada musical e no panorama cultural português.

A génese de "FALA" encontra eco no espetáculo "The Other Women", apresentado por Rita Redshoes em 2012, onde prestava tributo a compositoras de diversas geografias. Agora, a cantora e compositora reformula essa visão, canalizando a inspiração para uma celebração exclusiva de autoras nacionais, numa clara afirmação da riqueza e diversidade da criatividade feminina em Portugal.

O conceito central do álbum gira em torno das múltiplas dimensões do universo feminino, convidando algumas das mais influentes e inovadoras cantautoras do país a criar temas inéditos. Estas composições exploram diversas perspetivas sobre a experiência de ser mulher na sociedade contemporânea, prometendo um olhar multifacetado e profundo sobre a temática.

O Mosaico de Vozes por Trás de "FALA"

Até ao momento, Rita Redshoes já deu a conhecer dois temas que antecipam a sonoridade e o espírito de "FALA". O single de estreia, "A Tua Trança", foi assinado por Márcia, revelando uma colaboração que captou imediatamente a atenção do público e da crítica pela sua delicadeza e força lírica. Seguiu-se "Não É Normal", uma canção da autoria de Cláudia Pascoal, que aprofundou as expectativas em relação à diversidade e profundidade das abordagens presentes no álbum.

A lista completa de autoras convidadas para este projeto é um verdadeiro mosaico da composição feminina portuguesa, reunindo nomes de diferentes gerações e estilos musicais. Contribuíram com a sua arte A garota não, Amélia Muge, Ana Bacalhau, a já mencionada Cláudia Pascoal, Marília Miranda Lopes – mãe de Emmy Curl –, Francisca Cortesão (conhecida como Minta), Joana Espadinha, Mafalda Veiga, Márcia e a dupla Margarida Campelo com Ana Cláudia. Esta congregação de talentos sublinha o caráter colaborativo e coletivo do disco.

O álbum "FALA" promete ser uma obra de grande intensidade emocional, abordando com sensibilidade e crueza uma vasta gama de temas inerentes à condição feminina. Questões como o cansaço perante as exigências do dia a dia, a riqueza da intimidade, a inesgotável capacidade de sonhar, as complexidades da maternidade e a luta pela liberdade individual são exploradas ao longo das faixas. Estas narrativas tecem um enredo de experiências partilhadas, ressoando com um público alargado.

Perspetiva

Mais do que uma simples compilação de canções, "FALA" afirma-se como um manifesto artístico e cultural, ultrapassando a mera celebração do feminino para se constituir como um convite ao diálogo e à reflexão coletiva. O projeto de Rita Redshoes propõe um espaço de encontro, onde as diversas vozes se unem para construir uma narrativa poderosa e inclusiva, que transcende géneros e identidades. É um convite explícito à escuta e à compreensão mútua.

Este novo trabalho tem o potencial de deixar uma marca indelével no panorama musical português, não só pela qualidade artística das suas composições e interpretações, mas também pela relevância social da sua mensagem. Ao reunir tantas vozes singulares em torno de um tema central, Rita Redshoes não só enriquece o catálogo da música nacional, como também fomenta uma discussão mais ampla sobre a representatividade e o papel da mulher na criação artística e na sociedade, promovendo uma voz coletiva que é de todos.


PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 9 de setembro de 2026