MÚSICA

Albatroz preparam-se para voar mais longe e tocar mais alto do que nunca

Albatroz, nova banda da editora Omnichord, promete explorar novos horizontes sonoros, representando a energia da nova geração artística de Leiria.

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Redação PORTA B

30 de abril de 2026

4 min de leitura|177 leituras
Albatroz preparam-se para voar mais longe e tocar mais alto do que nunca

Albatroz preparam-se para voar mais longe e tocar mais alto do que nunca

A cidade de Leiria volta a ser palco de uma nova promessa musical com a ascensão dos Albatroz, uma banda que, apesar de recente, tem dado passos seguros na busca por uma identidade sonora única. Composta por Miguel Mota, Simão Lopes, Francisco Cavadas e, mais recentemente, Manuel Mendes, o grupo é a mais recente aposta da editora Omnichord Records, consolidando a relevância crescente de Leiria como um dos polos criativos mais dinâmicos do país.

Uma nova geração de artistas nascida no Omnilab

A história dos Albatroz cruza-se intimamente com a do Omnilab, a residência artística promovida pela Omnichord, que junta jovens músicos dos 14 aos 21 anos para explorarem a composição e a performance em modo banda. Foi neste ambiente experimental e colaborativo que os membros da banda se conheceram, dando início a um percurso musical que agora ganha uma nova dimensão com a chancela da editora.

A entrada de Manuel Mendes, técnico de som de formação, trouxe à banda um novo fôlego criativo. Com uma atitude inquieta e um desejo constante de expandir as fronteiras da sua música, os Albatroz têm vindo a explorar sonoridades mais complexas, resultado de uma abordagem experimental que reflete a identidade coletiva do grupo.

O nome da banda, inspirado no poema “O Albatroz” de Charles Baudelaire, é também um reflexo da sua filosofia criativa. As letras das suas músicas assumem-se como autênticas pinceladas num quadro, procurando pintar emoções, paisagens sonoras e momentos efémeros. A fusão entre a poesia de Baudelaire e a energia do rock contemporâneo resulta numa proposta artística que não deixa ninguém indiferente.

Um voo marcado por energia e psicodelismo

Depois de lançarem no ano passado a live session de Steeper, os Albatroz regressam agora com um novo single, Old School Rock n Roll. Este tema, descrito pelos próprios como “um hino à energia e ao movimento”, transporta-nos num turbilhão de guitarras distorcidas e ritmos acelerados. As vozes carregadas de intensidade e os elementos psicadélicos criam uma atmosfera hipnotizante, que promete tanto fazer dançar como envolver.

O lançamento do single é acompanhado por um videoclipe que não deixa margem para indiferença. Num registo sombrio e inquietante, a banda explora uma narrativa visual que mistura caos e controlo, conduzindo o espectador através de um universo peculiar povoado por personagens misteriosas. A estética cuidada do vídeo reafirma a vocação artística dos Albatroz, que parecem determinados em fazer da sua música uma experiência multissensorial.

Do palco para a estrada

2026 tem sido um ano de consolidação para os Albatroz, que têm marcado presença em algumas das mais vibrantes salas e eventos do circuito musical alternativo nacional. Do Texas Bar, em Leiria, ao Buraco, em Ovar, passando pelo Sirigaita e o Tokyo, em Lisboa, a banda tem apresentado ao vivo a intensidade e criatividade que a caracteriza. Pelo caminho, marcaram também presença no festival Connect, nas Caldas da Rainha, e no Clap Your Hands, em Leiria.

Mas o plano dos Albatroz vai muito além do que já conseguiram até agora. Segundo apurámos, a banda está a preparar os últimos retoques para apresentar o seu primeiro disco, com apresentações ao vivo já confirmadas para Coimbra (em data e local a anunciar) e Lisboa, onde subirão ao palco da Casa Capitão a 20 de junho.

A promessa de um futuro auspicioso

Os Albatroz são, sem dúvida, um dos nomes emergentes a seguir com atenção na música portuguesa. Com uma proposta que alia as raízes do rock clássico a uma abordagem experimental e moderna, a banda de Leiria parece destinada a deixar uma marca na nova geração de artistas nacionais.

O futuro, tal como o voo do albatroz que os inspira, promete ser amplo e repleto de descobertas. Para já, resta-nos embarcar nesta viagem sonora e aguardar ansiosamente pelos próximos capítulos de um percurso que tem tudo para ser brilhante.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 30 de abril de 2026

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