Aldous Harding regressa com “Train on The Island”
Aldous Harding anuncia o álbum "Train On The Island", a ser lançado a 8 de maio de 2026, e revela o single "One Stop", com vídeo realizado por Michelle Henning.
Redação PORTA B
4 de março de 2026

Aldous Harding regressa com “Train on The Island”
Aldous Harding está de volta com o seu quinto álbum de estúdio, intitulado Train on The Island, cujo lançamento está agendado para o dia 8 de maio de 2026. A cantora e compositora neozelandesa, conhecida pela sua abordagem singular à música pop-folk, promete uma nova viagem sonora que já começa a criar expectativas entre os seus fãs e críticos, especialmente após a divulgação do primeiro single, One Stop. O tema foi apresentado com um vídeo enigmático, protagonizado pela artista e realizado por Michelle Henning.
Com 10 faixas, Train on The Island marca mais um capítulo na colaboração prolífica entre Aldous Harding e o produtor britânico John Parish, que tem trabalhado com a artista desde o álbum Party (2017). Parish, cujo currículo inclui colaborações com PJ Harvey e Dry Cleaning, volta a emprestar o seu talento e visão ao projeto, resultando numa produção que promete ser tão subtil quanto ousada.
Rockfield Studios: um regresso às origens
As gravações de Train on The Island decorreram nos icónicos Rockfield Studios, situados em Monmouth, País de Gales. Este local histórico, que já viu nascer álbuns de artistas como Queen e Oasis, tem sido um ponto de encontro consistente para Harding e Parish, servindo de palco para a criação de trabalhos anteriores como Party (2017), Designer (2019) e Warm Chris (2022). O regresso aos Rockfield Studios reforça a ligação da dupla a um espaço que parece inspirar a autenticidade e profundidade que caracterizam a música de Harding.
Além de Harding e Parish, o álbum reúne um grupo de músicos talentosos que contribuem para a riqueza instrumental do disco. Entre os colaboradores estão Joe Harvey-Whyte, cujo trabalho na guitarra pedal steel promete adicionar camadas de melancolia ao som, Mali Llywelyn, que introduz a delicadeza da harpa, e Thomas Poli, responsável pelos sintetizadores. Também participam o baterista Sebastian Rochford (Polar Bear) e Huw Evans, mais conhecido como H. Hawkline, que assume múltiplas funções, incluindo baixo, guitarra acústica e elétrica, órgão e coros. A composição deste elenco revela um cuidado meticuloso na escolha de sonoridades e texturas, algo que Harding tem demonstrado ao longo da sua carreira.
O enigma de One Stop e o universo visual de Harding
O primeiro single do disco, One Stop, é acompanhado por um vídeo que reflete a essência visual e conceptual de Aldous Harding. Conhecida pelos seus gestos teatralizados e pelo uso de imagens simbólicas, Harding parece continuar a explorar um território onde o estranho e o belo coexistem, desafiando convenções e criando narrativas ambíguas. A realização de Michelle Henning, que já colaborou com a artista em projetos anteriores, dá vida ao universo particular de Harding, servindo como uma extensão da própria música. A cinematografia do vídeo mantém o equilíbrio entre o minimalismo e a provocação, algo que certamente alimentará o interesse pelo restante álbum.
Paredes de Coura: um regresso aguardado
Além do lançamento de Train on The Island, os fãs portugueses podem preparar-se para ver Aldous Harding ao vivo este verão, no Festival de Paredes de Coura, a 13 de agosto. A inclusão da neozelandesa no cartaz reforça o estatuto do festival como um espaço privilegiado para experiências musicais únicas e imersivas. Harding, conhecida pela sua presença magnética em palco, promete trazer não só os temas do novo disco mas também peças do seu catálogo anterior, numa performance que se adivinha memorável.
Aldous Harding continua a afirmar-se como uma das vozes mais intrigantes da música contemporânea, explorando temas que vão do emocional ao surreal, num estilo que desafia géneros e abraça a experimentação. Com Train on The Island, a artista parece pronta para mais uma vez capturar a atenção e imaginação do público, oferecendo um trabalho que, ao que tudo indica, será tanto um convite à introspeção como uma celebração da arte de contar histórias através da música.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 4 de março de 2026
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