MÚSICA

“Algo Mais Que Flor Feia”… AGIR lança novo single

AGIR lança "Algo Mais Que Flor Feia", mashup com Milhanas, Carolina Deslandes e Bárbara Bandeira, inspirado em atuação na rubrica "Confessions" da Mega Hits.

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Redação PORTA B

17 de abril de 2026

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“Algo Mais Que Flor Feia”… AGIR lança novo single

“Algo Mais Que Flor Feia”… AGIR lança novo single acompanhado de um tributo emocionante

Uma celebração à força feminina na música nacional

O músico e produtor AGIR lançou hoje, 17 de abril, o seu mais recente single, intitulado "Algo Mais Que Flor Feia", disponível em todas as plataformas digitais. Este novo tema é, simultaneamente, um mashup e um tributo, cruzando as identidades artísticas de três das vozes mais marcantes da música portuguesa contemporânea: Milhanas, Carolina Deslandes e Bárbara Bandeira.

A canção, nascida num contexto intimista durante uma atuação na rubrica "Confessions" da rádio Mega Hits, rapidamente transcendeu o momento. O que inicialmente foi uma simples performance de estúdio tornou-se num dos registos mais partilhados e comentados do formato, levando a uma decisão natural e quase inevitável: a edição oficial deste mashup como single.

Mas "Algo Mais Que Flor Feia" é mais do que um exercício de fusão musical. Como revelou AGIR, a música é uma dedicatória profundamente pessoal, inspirada pela sua filha. O artista partilhou que esta composição surgiu como uma espécie de guia emocional e artístico, um legado que pretende que a sua filha possa descobrir e valorizar no futuro. “Daqui a 20 anos, quero que ela se inspire nestas vozes, nestas histórias, nestes exemplos de talento e resiliência”, declarou AGIR em entrevista.

Três vozes, uma homenagem

Mais do que uma colaboração entre artistas, o single representa uma afirmação de admiração e respeito. AGIR desconstruiu e reconstruiu temas marcantes de Milhanas, Carolina Deslandes e Bárbara Bandeira, unindo-os numa narrativa coesa que se eleva pela sua simplicidade e emotividade. Desta forma, não só presta homenagem ao trabalho das três cantoras, como sublinha o impacto destas vozes na música nacional e na sua própria jornada criativa como compositor e produtor.

Não é a primeira vez que AGIR se cruza profissionalmente com estas artistas. O músico assumiu anteriormente o papel de produtor e colaborador em diversos projetos envolvendo as três, o que reforça os laços que alimentam este novo trabalho. Contudo, é a primeira vez que decide juntar, num só tema, a essência de cada uma delas, criando algo simultaneamente íntimo e universal.

A justaposição das três vozes femininas no arranjo musical é uma escolha tanto estética como simbólica. AGIR quis destacar a singularidade de cada uma, mas também o que as une: a autenticidade e a capacidade de transformar emoções humanas em música.

O compromisso contínuo de AGIR com a emoção

"Algo Mais Que Flor Feia" sucede os bem-recebidos singles "Essência" e "Partir Coração", lançados nos primeiros meses deste ano, consolidando o ritmo consistente de edições a que AGIR habituou os fãs. Este novo trabalho, no entanto, marca uma viragem mais pessoal e reflexiva. Numa altura em que o cantor parece dar maior prioridade ao seu papel familiar, este single revela-se como um reflexo do lugar que a música ocupa na sua vida: um espaço de memória, emoção e conexão.

AGIR está, claramente, num momento em que explora as camadas mais profundas da sua relação com a arte e com aqueles que o rodeiam. Através da música, celebra não apenas o seu próprio percurso mas também as pessoas e histórias que moldam a sua visão do mundo.

O lançamento deste trabalho reforça ainda a versatilidade de AGIR enquanto músico e produtor, ao navegar entre géneros e registos com uma capacidade notável para contar histórias. E, ao fazê-lo, continua a afirmar-se como uma das vozes mais relevantes e inovadoras da música portuguesa.

Para os fãs, "Algo Mais Que Flor Feia" não é apenas mais uma música. É uma ponte entre o presente e o futuro, entre a admiração pelo talento alheio e o desejo de deixar algo significativo para as gerações vindouras.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 17 de abril de 2026

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