AURORA KATANA lança o seu novo single “VIDEOGAME”
Novo lançamento na cena portuguesa. A PORTA B apresenta e analisa esta proposta musical.
Redação PORTA B
13 de fevereiro de 2026

Aurora Katana Lança "Videogame" e Apresenta o Manifesto Biónico do Terceiro LP
Aurora Katana, uma das vozes mais singulares e inovadoras da cena artística portuguesa, acaba de desvendar "Videogame", o seu mais recente single. Acompanhado por um videoclipe imersivo que oferece uma janela para o seu universo criativo, este lançamento serve como a primeira amostra do dance-pop futurista e apocalíptico que definirá "Katana", o aguardado terceiro LP da artista. Este novo trabalho promete ser o culminar da identidade de Aurora Katana num manifesto biónico.
A Trajetória Transdisciplinar e a Nova Era
A artista tem consolidado um percurso ambicioso e marcadamente transdisciplinar, caracterizado pela fluidez com que questiona e desconstrói as dimensões das suas valências criativas. Desde cedo, o seu trabalho tem-se debruçado sobre a exploração de novas fronteiras estéticas e conceptuais, estabelecendo-a como uma figura proeminente na vanguarda da expressão artística nacional. "Katana", o seu próximo álbum, é apresentado como a materialização desta evolução, um ponto de viragem onde a sua visão se cristaliza numa declaração artística robusta e intrinsecamente pessoal.
Este novo projeto mergulha fundo numa sonoridade que conjuga elementos de dance-pop com uma estética futurista e pinceladas de um imaginário apocalíptico, convidando o público a uma experiência sonora e visual que transcende o convencional. A própria artista tem vindo a moldar uma identidade que se move entre o orgânico e o tecnológico, e "Katana" surge como a expressão máxima dessa fusão, prometendo redefinir as expectativas em torno da sua obra.
"Videogame": Amor Obsessivo e Colaboração Íntima
"Videogame" emerge como a derradeira declaração de amor de Aurora Katana a um antigo relacionamento, um manifesto íntimo que explora as complexidades da sedução, do prazer e do jogo de tesão vivido entre dois "nerds" mergulhados numa paixão obsessiva. A letra e a melodia transportam o ouvinte para um universo onde a vulnerabilidade e a intensidade emocional se entrelaçam com uma sonoridade eletrónica envolvente, característica da sua assinatura artística. É uma peça que revela a profundidade das suas emoções e a sua capacidade de as transformar em arte acessível e ao mesmo tempo desafiadora.
O videoclipe que acompanha o single é uma extensão visual dessa narrativa, convidando o espectador a entrar no mundo da criadora. Filmado em colaboração com um círculo próximo de amigas — Carlota Flor, Yunne Isabella, Maroskas, Elisa, Kyara, Francisca Marvão e Sombria —, o vídeo sublinha a dimensão pessoal e colaborativa do projeto. Esta abordagem reforça a autenticidade da obra e a visão de Aurora Katana, que integra a sua vida e as suas relações na sua expressão artística, criando uma experiência coesa e multifacetada.
O álbum "Katana", inteiramente produzido pela própria Aurora Katana, será lançado com o selo da Maternidade no dia 6 de março. A autoria na produção sublinha a sua visão integral e o controlo criativo sobre este trabalho, que se antecipa como um dos marcos mais relevantes da sua carreira. A escolha do título do álbum, homónimo da artista, reforça a ideia de que este é um trabalho definidor, que encapsula a sua essência e a sua evolução enquanto criadora.
Perspetiva
A chegada de "Videogame" e a iminência de "Katana" são acontecimentos que prometem agitar o panorama cultural português. Aurora Katana continua a solidificar a sua posição como uma das artistas mais audazes e visionárias do país, desafiando géneros e expectativas com a sua abordagem transdisciplinar e a sua estética singular. O seu trabalho não só enriquece o cenário musical com uma sonoridade inovadora e uma linguagem visual marcante, mas também oferece uma nova perspetiva sobre a interseção entre identidade, tecnologia e emoção na arte contemporânea portuguesa. A sua capacidade de construir narrativas íntimas e universais através de uma estética futurista apocalíptica ressoa profundamente, estabelecendo novos padrões para a expressão artística em Portugal.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 13 de fevereiro de 2026
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