Bateu Matou regressam em maio à Casa Capitão com O Nosso Baile
Bateu Matou esgotaram a Casa Capitão na 2ª edição d'O Nosso Baile e regressam a 3 de maio com nova data, prometendo mais música e sabores únicos.
Redação PORTA B
1 de abril de 2026

Bateu Matou regressam em maio à Casa Capitão com O Nosso Baile
No passado domingo, a Casa Capitão voltou a abrir as suas portas para acolher a segunda edição d’O Nosso Baile, uma residência artística promovida pelos Bateu Matou que pretende celebrar a música, a gastronomia e a comunhão cultural. Após o sucesso do evento inaugural, a banda lisboeta repetiu a proeza esgotando novamente a sala, deixando no ar a promessa de que esta tradição mensal está a consolidar-se como um dos momentos mais vibrantes no panorama cultural da capital. E a expectativa já está em alta para a próxima data, 3 de maio.
Um dia de celebração
A tarde arrancou com o aroma reconfortante da cachupa, prato servido como ponto de partida para este encontro comunitário. A gastronomia, elemento central d’O Nosso Baile, é uma extensão da filosofia da banda, que procura enaltecer a união pela diversidade cultural e pelo prazer das pequenas coisas que nos ligam. Este conceito é complementado por uma programação musical desenhada para estimular os sentidos e transcender barreiras.
O Colectivo Familiar ficou encarregue do "aquecimento", oferecendo um DJ set que misturou sonoridades quentes e ritmos que convidaram à dança. Já com os ânimos elevados, a tarde culminou com o aguardado concerto dos Bateu Matou, realizado “no chão”, como a banda gosta de dizer, criando uma proximidade genuína entre os artistas e o público. Foram revisitados não só os temas clássicos do grupo, reconhecidos pelo seu ADN rítmico e energético, mas também faixas do EP 1, lançado em janeiro deste ano. A resposta do público foi imediata e efusiva, com vozes a unir-se num coro espontâneo e corpos a moverem-se em sintonia.
“Este espaço é um verdadeiro peito aberto”, confessaram os Bateu Matou no final da noite. “Sentimos que o que aqui se vive é mais do que música, é energia, gratidão e partilha. A cada edição, levamos muito mais do que trazemos.”
A próxima edição promete
Agendada para o dia 3 de maio, a terceira edição d’O Nosso Baile promete elevar ainda mais a fasquia. À semelhança dos encontros anteriores, a experiência será moldada à volta de um almoço especial, desta vez com um caril de mexilhão preparado pela Tia Flávia, figura já familiar para os habitués da Casa Capitão. A tarde contará ainda com nova seleção de um DJ set surpresa e, claro, outro concerto intimista dos Bateu Matou, garantindo que a energia vibrante não se perde.
O formato do evento sublinha a essência da proposta dos Bateu Matou: um espaço onde diferentes expressões artísticas e culturais coexistem e se complementam, sempre com o baile como ponto central. Ao mesmo tempo, a banda não perde de vista a sua missão musical, trazendo para o palco uma fusão inovadora de batidas tradicionais com influências contemporâneas, que têm vindo a consolidar a sua reputação como uma das mais entusiasmantes propostas musicais em Portugal.
Uma tradição em construção
Com o apoio incondicional do público, cada vez mais diversificado, O Nosso Baile está a tornar-se um ponto de encontro regular para quem procura uma experiência cultural completa. É um espaço onde a música não é apenas ouvida, mas vivida, e onde a comida, a dança e a partilha de momentos criam memórias que ficam bem além do último acorde.
A Casa Capitão, situada no coração cultural de Lisboa, tem-se revelado o cenário ideal para este conceito. A sua atmosfera acolhedora e a proximidade entre palco e plateia criam uma intimidade rara, potenciando experiências que se tornam marcantes tanto para os artistas como para o público. A somar a tudo isto, a curadoria atenta dos Bateu Matou é a garantia de qualidade e autenticidade.
Com apenas duas edições realizadas, O Nosso Baile já se afirma como um evento que vai muito além do efémero. É um reflexo da vitalidade da cena musical portuguesa e uma celebração daquilo que nos une enquanto comunidade: a música, a comida e, acima de tudo, a vontade de estarmos juntos.
Fica, assim, o convite lançado para o dia 3 de maio: um novo capítulo deste projeto que continua a encher a alma de todos os que o vivem ao vivo e a cores.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 1 de abril de 2026
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