MÚSICA

Carolina Deslandes e Rodrigo Correia lançam “Maria” o primeiro single do novo EP conjunto

Carolina Deslandes e Rodrigo Correia lançam “Maria”, o primeiro single do EP colaborativo “cantar as dores baixinho vol. 1”, com estreia a 13 de março.

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Redação PORTA B

5 de março de 2026

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Carolina Deslandes e Rodrigo Correia lançam “Maria” o primeiro single do novo EP conjunto

Carolina Deslandes e Rodrigo Correia dão voz ao amor reprimido em “Maria”

Carolina Deslandes e Rodrigo Correia deram ontem o pontapé de saída para um novo projeto colaborativo com o lançamento de “Maria”, o primeiro single do aguardado EP conjunto cantar as dores baixinho vol. 1. Este trabalho, que reúne seis canções e será revelado por completo a 13 de março, promete trazer ao público um mergulho profundo em temas de grande sensibilidade emocional. Gravado inteiramente live on take, o EP assume como princípio base a simplicidade e honestidade da interpretação, rejeitando artifícios ou correções técnicas em prol de uma experiência autêntica.

“Maria” abre caminho para este universo musical intimista, apresentando-se como um hino à coragem e à liberdade de ser. A canção narra a história de uma mulher que vive um amor reprimido, silenciado pelas expectativas familiares e pelo medo do abandono. De forma visceral e delicada, a letra coloca a nu as barreiras invisíveis que muitas vezes cercam a vida de quem ousa desafiar convenções e trilhar o seu próprio caminho. Para Deslandes e Correia, a mensagem é clara e poderosa: “não existe culpa no amor”.

Uma coligação emocional

A parceria entre Carolina Deslandes e Rodrigo Correia não é um acaso, mas sim o resultado de uma sinergia artística que há muito vinha a ser construída. Reconhecida pelo seu talento incontestável para fundir música e poesia, Deslandes tem-se afirmado como uma das maiores vozes da música portuguesa contemporânea. Já Rodrigo Correia, músico e produtor, trouxe para este projeto uma perspectiva artística que prima pela autenticidade, desafiando as convenções da produção musical tradicional.

Ao longo deste EP, os artistas decidiram explorar um formato de gravação que privilegia o momento presente. Gravado ao vivo e sem qualquer tipo de retoque, cantar as dores baixinho vol. 1 traduz-se numa obra crua, onde as fraquezas e imperfeições se convertem em força e verdade. É uma abordagem que os afasta do perfeccionismo técnico, mas que se alinha com o propósito maior de contar histórias reais, sem filtros ou máscaras.

“Queríamos que cada respiração, cada nuance da nossa voz, carregasse consigo o peso das histórias que estamos a contar”, explica Rodrigo Correia. Carolina Deslandes acrescenta: “A vida não é perfeita, e a música, quando é honesta, também não deve ser.”

“Maria” — Um retrato de coragem e identidade

O single “Maria” não é apenas uma canção; é, antes de mais, um testemunho de uma realidade vivida por tantas pessoas. A personagem que dá nome à música é um espelho daquelas que, por escolha ou imposição, se escondem nas sombras de uma vida adiada. A narrativa aborda não só o amor, mas também questões como a aceitação, o julgamento e a luta interna entre o desejo de pertença e a necessidade de viver em verdade.

A simplicidade instrumental da canção, aliada a uma interpretação vocal carregada de emoção, faz de “Maria” uma obra que ressoa profundamente em quem a ouve. “Esta música fala por todas as Marias que existem nas nossas vidas, por todas as pessoas que já se sentiram obrigadas a esconder uma parte de si para serem aceites”, desabafa Deslandes.

Um prelúdio para um EP transformador

O EP cantar as dores baixinho vol. 1 promete ir além de “Maria”, explorando diferentes facetas do que significa ser humano. Amor, perda, saudade e aceitação são alguns dos temas que os artistas abordam ao longo das seis faixas que compõem o trabalho. Este projeto desafia a audiência a ouvir mais do que as palavras; a sentir o peso das emoções e a reconhecer-se nas histórias contadas.

Para Carolina Deslandes e Rodrigo Correia, este trabalho é um convite para a vulnerabilidade, tanto para quem ouve como para quem o criou. “É uma forma de dizer que está tudo bem em sentir, em chorar, em ter medo. Há força na fraqueza”, conclui Rodrigo.

O duo prepara-se agora para apresentar o EP ao vivo, num formato que promete manter a mesma autenticidade e proximidade emocional que define a gravação. Com o lançamento completo a apenas dias de distância, as expectativas estão altas, e “Maria” já ocupa um lugar especial no coração do público.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 5 de março de 2026

PORTA B — Este artigo representa a perspetiva independente da nossa redação. Jornalismo cultural crítico, sem financiamento corporativo ou estatal.