Catarina Guinot revela lado mais emocional e pessoal no EP "E tudo o vento levou"
Catarina Guinot lança o EP "E tudo o vento levou", explorando o luto e a memória em três faixas emotivas, já disponíveis nas plataformas digitais.
Redação PORTA B
30 de março de 2026

Catarina Guinot revela lado mais emocional e pessoal no EP "E tudo o vento levou"
Catarina Guinot, cantora e compositora portuguesa, está de regresso com um novo trabalho que promete tocar as fibras mais sensíveis de quem o escuta. Intitulado "E tudo o vento levou", o EP, já disponível em todas as plataformas digitais, é uma viagem intimista e reflexiva pelas complexas emoções do luto, da memória e da permanência. Composto por três faixas, o disco marca uma etapa profundamente pessoal na carreira da artista, revelando uma maturidade lírica e musical que não deixará ninguém indiferente.
Produzido por LEFT. e miguele., o EP é descrito pela própria autora como uma obra para ser ouvida de uma só vez, sem interrupções, permitindo ao ouvinte percorrer uma narrativa emocional do princípio ao fim. "E tudo o vento levou é inspirado numa expressão que a minha avó dizia frequentemente", partilha Catarina Guinot. "É uma homenagem a ela e, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre a forma como o vento pode levar muitas coisas, mas nunca aquilo que permanece dentro de nós: as memórias, as histórias, os gestos, as canções."
Uma viagem emocional ao coração da perda
As três faixas que compõem o EP foram cuidadosamente construídas para oferecer uma experiência coesa e inesquecível. Cada tema representa uma fase distinta do luto, desde a dor crua e inicial até à aceitação serena que se instala com o passar do tempo. A peça central do trabalho, a canção "Mais triste sem ti", assume-se como um hino tocante de despedida, inspirado na perda da avó paterna de Catarina Guinot.
"Esta música é uma das mais pessoais que já escrevi", explica a artista. "Fala sobre continuar a viver depois de perder alguém que amamos. É uma canção de fragilidade, mas também de aceitação, porque o luto não é apenas tristeza — é também amor, é memória, é permanência."
A composição minimalista e harmoniosamente orquestrada de "Mais triste sem ti" eleva a mensagem da canção, transformando-a numa experiência que transcende a dor para se focar no conforto e na ternura. "Quis que fosse reconfortante, como se abraçasse o ouvinte", acrescenta Catarina Guinot. "É uma forma de dizer que, mesmo na ausência, o amor continua a existir em tudo o que ficou."
Intimidade sonora e autenticidade lírica
Com "E tudo o vento levou", Catarina Guinot reafirma o seu lugar no panorama musical português pela autenticidade da sua expressão artística. Longe de ceder a fórmulas comerciais ou tendências passageiras, a artista escolheu seguir um caminho que privilegia a verdade emocional. Todas as faixas são impregnadas de uma honestidade desarmante, o que torna o EP numa obra profundamente humana.
Os arranjos, assinados por LEFT. e miguele., são delicados e contemplativos, permitindo que a voz de Catarina brilhe como protagonista. Não se trata apenas de canções — trata-se de histórias, de memórias transformadas em música. A ligação entre a voz e os instrumentos é tão orgânica que se sente, quase fisicamente, a pulsação da emoção em cada nota.
"A música tem este poder de transformar o que sentimos em algo que pode ser partilhado", reflete Catarina Guinot. "Espero que estas canções sejam como um porto seguro para quem as escuta, um espelho onde as pessoas possam reconhecer as suas próprias histórias e emoções."
Um marco na carreira de Catarina Guinot
Com este novo EP, Catarina Guinot continua a solidificar o seu percurso como uma das vozes mais promissoras e genuínas da música portuguesa contemporânea. "E tudo o vento levou" não é apenas um conjunto de canções; é uma declaração artística, uma janela aberta para o mundo interior da artista. Trata-se de um trabalho que desafia o ouvinte a parar, a sentir e a refletir, num mundo onde tantas vezes corremos o risco de ignorar o que realmente importa.
Para quem já perdeu alguém ou simplesmente aprecia a música como forma de introspeção e catarse, este EP é uma paragem obrigatória. Catarina Guinot mostrou que, na vulnerabilidade, encontra-se força, e que na memória, mesmo a mais dolorosa, existe beleza.
"E tudo o vento levou" já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais. Uma obra que merece ser experienciada e que, certamente, deixará uma marca duradoura em quem a escutar.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 30 de março de 2026
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