MÚSICA

Clap Your Hands 2026… A nova música portuguesa vai continuar a ecoar em Leiria

Clap Your Hands reafirma

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Redação PORTA B

30 de março de 2026

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Clap Your Hands 2026… A nova música portuguesa vai continuar a ecoar em Leiria

Clap Your Hands 2026: Leiria Pulsa no Ritmo da Nova Música Portuguesa

O Festival Clap Your Hands prepara-se para a sua oitava edição em 2026, reafirmando-se como um dos palcos mais dinâmicos para a celebração da nova música portuguesa. Em Leiria, o evento promete, uma vez mais, ser um espaço privilegiado para a diversidade estética e para o encontro entre artistas de diferentes geografias nacionais, com uma programação atenta ao presente e profundamente enraizada no território. A organização conjunta da Fade In – Associação de Acção Cultural e da Omnichord assegura a continuidade de uma proposta cultural que cruza talentos emergentes com nomes já estabelecidos na cena musical.

Um Encontro de Gerações e Geografias no Coração do País

Desde a sua génese, o Clap Your Hands tem-se distinguido pela capacidade de unir, na mesma noite e no mesmo palco, projetos em ascensão com figuras já consolidadas do panorama musical português. Esta filosofia permite uma rica troca de experiências e uma exposição singular para os artistas, ao mesmo tempo que oferece ao público uma perspetiva abrangente da vitalidade criativa do país. O festival estabelece uma ponte entre propostas artísticas de todo o território nacional e músicos sediados na cidade e região de Leiria, criando um diálogo cultural único.

Esta abordagem curatorial não só fortalece o ecossistema musical local, como projeta Leiria como um epicentro de inovação e diversidade musical. O compromisso com a pluralidade de linguagens e a atenção ao presente da criação artística são pilares que sustentam a identidade do Clap Your Hands, tornando-o um festival com uma assinatura distinta e uma relevância crescente no circuito nacional.

A Tempestade Kristin e as Próximas Noites de Celebração

A oitava edição do Clap Your Hands teve um início ajustado. Inicialmente agendado para fevereiro, o concerto de abertura, que contaria com as atuações de Noiserv e Grutera, foi reagendado para o dia 24 de julho no Teatro Miguel Franco. A decisão de alterar a data deveu-se à passagem da Tempestade Kristin, que inviabilizou a realização do evento na sua data original, demonstrando a resiliência da organização em assegurar a concretização da programação.

Até à data do concerto de verão, o festival reserva mais duas noites que prometem espelhar a diversidade e a vitalidade da criação contemporânea em Portugal. A primeira dessas noites acontece a 18 de abril, no Teatro Miguel Franco, e reúne os Expresso Transatlântico e os Stone Dead. Os Expresso Transatlântico têm-se vindo a destacar pela forma como reinventam a música de raiz portuguesa, cruzando a tradição com a contemporaneidade e infundindo uma energia muito própria nas suas performances. Os Stone Dead, por sua vez, apresentarão ao vivo as canções do seu aclamado álbum "Milk", um trabalho que marcou uma profunda revolução sonora no seio da banda alcobacense, prometendo uma experiência imersiva e cativante.

A 15 de maio, a Blackbox será o palco para duas artistas que têm vindo a conquistar o seu espaço com linguagens muito pessoais: Bia Maria + Coro Local e Gisela Mabel. Bia Maria destaca-se pela sua escrita em português e pela delicadeza interpretativa que cruza influências do jazz e da canção, e fará a sua apresentação em conjunto com um coro local, prometendo um momento de grande comunhão e expressividade. Já Gisela Mabel explora territórios mais etéreos e experimentais, oferecendo uma abordagem sensível e contemporânea à composição que certamente envolverá o público.

Perspetiva

O Festival Clap Your Hands transcende a mera apresentação de concertos, consolidando-se como uma plataforma vital para a cultura musical em Portugal. A sua capacidade de integrar artistas locais e nacionais, de diferentes estágios de carreira e com estéticas variadas, demonstra um compromisso notável com a diversidade e a inovação. Ao criar pontes entre tradição e contemporaneidade, e ao dar voz a propostas artísticas de vanguarda, o festival contribui significativamente para o enriquecimento do panorama cultural português. A sua resiliência face a imprevistos, como o reagendamento de um concerto, sublinha a dedicação à missão de continuar a ser um espaço de descoberta e celebração, solidificando Leiria como um ponto de referência incontornável no mapa da música nacional.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 30 de março de 2026

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