De regresso em setembro Festival Clarão anuncia nova localização e lançamento de “open call” para artistas
Festival Clarão regressa de 11 a 13 de setembro, agora na Quinta Nova da Assunção, com "open call" para artistas e programação multidisciplinar.
Redação PORTA B
6 de maio de 2026

Festival Clarão regressa em setembro com nova localização e oportunidades para artistas
O Festival Clarão prepara-se para regressar em grande à Linha de Sintra, com a sua terceira edição já confirmada para os dias 11, 12 e 13 de setembro de 2026. Organizado pela Associação Cultural Claraboia, o evento, que já se afirmou como uma plataforma criativa e participativa na região, apresenta este ano uma novidade de peso: uma nova localização que promete transformar a experiência dos visitantes e participantes.
Quinta Nova da Assunção recebe o festival pela primeira vez
Depois de duas edições que consolidaram o Clarão como um espaço de exploração e expressão cultural, a organização decidiu mudar de cenário. Este ano, o festival terá lugar na emblemática Quinta Nova da Assunção, um local carregado de história e charme, situado no coração da Linha de Sintra. Este espaço, decorado com jardins românticos e palacetes de época, oferece um enquadramento único que une a natureza à expressão artística.
"A Quinta Nova da Assunção é mais do que um novo espaço; é uma extensão da nossa visão para o festival", explicou um dos membros da equipa organizadora. "Queremos que o Clarão seja um lugar de interligação entre as práticas artísticas e o ambiente. Este cenário não só potencializa a criatividade dos artistas, como também reforça a proximidade com as comunidades urbanas da região".
Esta mudança de local reflete o compromisso do festival em continuar a explorar novas formas de promover a arte, tanto como espaço de criação como de partilha cultural.
Um cartaz diversificado e uma forte aposta local
Com uma programação que se estende por três dias, o Festival Clarão volta a apostar numa experiência multidisciplinar e inclusiva. Na edição deste ano, mais de 200 artistas, formadores, coletivos e associações vão dividir o palco e os espaços da Quinta Nova da Assunção. O programa inclui concertos, performances ao vivo, exposições, sessões de cinema, instalações artísticas, oficinas, debates e até uma feira de artistas e associações.
Um dos grandes destaques do evento continua a ser o foco na criatividade local. Mais de metade dos participantes no festival são artistas emergentes da Linha de Sintra, o que reforça o papel do Clarão como uma montra para talentos locais. "Queremos dar palco a quem está a fazer coisas extraordinárias aqui, na nossa região", sublinhou a organização. "O festival é um lugar de encontros, um espaço de crescimento tanto para os artistas como para o público".
“Open call” convida à participação ativa
Outra novidade desta edição é o lançamento de uma "open call" que convida artistas, criadores, coletivos e associações a apresentarem propostas para integrar a programação do evento. Até 6 de junho, os interessados poderão submeter projetos para diferentes áreas, incluindo a Feira de Artistas e Associações, a Bolsa de Criação Artística Muscarium x Clarão, bem como para exposições coletivas, oficinas artísticas e instalações multimédia da Escola do Povo.
Esta iniciativa é um convite direto à comunidade artística para participar ativamente no festival, contribuindo para a diversidade e riqueza da programação. "O Clarão não é apenas um festival; é um ponto de encontro entre diferentes linguagens artísticas e, acima de tudo, uma plataforma onde todos podem ter voz", destacou a equipa.
Os detalhes sobre o processo de candidatura estão disponíveis no site oficial da organização, que promete um processo acessível e inclusivo. Os projetos selecionados terão a oportunidade de se integrar num evento que se distingue pela sua abordagem participativa e pela valorização da produção local.
Um evento em crescimento
Com duas edições bem-sucedidas, o Festival Clarão tem vindo a consolidar-se como um dos eventos culturais mais relevantes da Linha de Sintra. A nova localização e o aumento do número de participantes são sinais claros de uma evolução sustentada, que reflete não só o crescente reconhecimento do festival, mas também o seu impacto na comunidade.
A expectativa para a terceira edição é alta e, segundo a organização, o objetivo é continuar a crescer sem perder a essência que caracteriza o evento: um espaço inclusivo, inovador e profundamente enraizado na comunidade que o acolhe.
O Festival Clarão regressa em setembro para iluminar, mais uma vez, a cena cultural da Linha de Sintra. Um evento que promete ser um marco no calendário cultural e um farol para a promoção da arte enquanto motor de transformação social.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 6 de maio de 2026
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