MÚSICA

"Desta Vez" é o novo single dos Macacos do Chinês

Novo lançamento na cena portuguesa. A PORTA B apresenta e analisa esta proposta musical.

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Redação PORTA B

13 de fevereiro de 2026

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"Desta Vez" é o novo single dos Macacos do Chinês

Os Macacos do Chinês Consolidam Regresso Triunfal com o Entusiasmante 'Desta Vez'

Os Macacos do Chinês (MDC) continuam a traçar um caminho de regresso notável com o lançamento de "Desta Vez", o seu mais recente single, editado hoje. Este novo trabalho sucede a "´96", a primeira canção original da banda em quase quinze anos, que marcou o início de uma nova fase e foi amplamente reconhecida como uma das melhores composições de 2025. Com "Desta Vez", o coletivo reafirma a sua identidade sonora e lírica, prometendo mais música e novidades ao longo de 2026.

Uma Década e Meia de Silêncio e o Renascimento Musical

O silêncio de quase quinze anos dos Macacos do Chinês gerou uma expectativa considerável entre os admiradores da música nacional, tornando o lançamento de "´96" um momento de celebração para muitos. A canção não só assinalou o retorno da banda aos estúdios e aos palcos, como também se impôs de imediato, sendo destacada por muitos críticos e publicações como uma das peças musicais mais relevantes do ano passado. Este primeiro tema original após o hiato demonstrou a capacidade do grupo de se reinventar, mantendo a essência que os tornou únicos.

A receção entusiástica a "´96" solidificou a convicção de que o regresso dos MDC era mais do que uma mera nostalgia; era um passo em frente para um coletivo que sempre se destacou pela sua visão vanguardista. A canção serviu como um poderoso prelúdio, preparando o terreno para uma nova era criativa, onde a experiência acumulada se funde com uma renovada urgência artística. A banda demonstrou que a sua voz continua a ser pertinente e ressonante no panorama musical contemporâneo.

A Essência Progressista em 'Desta Vez' e os Horizontes do EP

"Desta Vez" emerge como uma vibrante homenagem à ambição desenfreada, aos sonhos audaciosos e à coragem inabalável, temas que ecoam a própria trajetória dos Macacos do Chinês. A composição reforça a imagem do coletivo como uma entidade progressista, profundamente enraizada no presente, mas com um olhar constante no futuro. É uma manifestação sonora onde a palavra, o ritmo e a fusão de géneros continuam a ser explorados como um território fértil para a experimentação e a afirmação artística. O single apresenta uma sonoridade característica, onde a inovação se encontra com a profundidade lírica.

Este novo tema é um vislumbre do trabalho intensivo que os MDC têm vindo a desenvolver em estúdio. A banda está focada na criação de novos originais que culminarão num EP, com edição agendada para esta primavera. Este lançamento próximo é esperado com grande antecipação, pois promete consolidar de forma definitiva esta nova e entusiasmante etapa criativa. O EP será, sem dúvida, um marco na evolução da sonoridade do grupo e na sua capacidade de surpreender o público.

O ponto de viragem para o reencontro dos Macacos do Chinês materializou-se em julho do ano passado, com um memorável concerto no Festival NOS Alive. Esse espetáculo funcionou como um aquecimento simbólico, um prelúdio para a avalanche de novidades que o coletivo de hip-hop ainda tinha para desvendar. Poucos meses depois, em novembro, a banda esgotou o Lux Frágil, em Lisboa, num concerto em nome próprio que foi descrito como um verdadeiro regresso ao futuro. Este evento não só celebrou a sua influência duradoura, mas também reafirmou o seu estatuto como uma das formações mais singulares e importantes da música nacional.

Perspetiva

O retorno dos Macacos do Chinês transcende a simples apresentação de novas músicas; representa um momento significativo para a cultura musical portuguesa. A banda, conhecida pela sua audácia em desafiar convenções e explorar novas linguagens sonoras, preenche um espaço crucial no panorama artístico. A sua fusão de hip-hop com elementos de outras sonoridades, aliada a letras perspicazes e socialmente conscientes, continua a inspirar e a provocar, demonstrando que a música pode ser um veículo poderoso para a reflexão e a inovação. A sua capacidade de se manter relevante após um período tão longo de inatividade sublinha a intemporalidade da sua proposta artística.

Este é, conforme prometido pelos próprios Macacos do Chinês, apenas o começo. O ano de 2026 anuncia-se repleto de novidades, com a promessa de novos caminhos e mais música que continuará a impulsionar o coletivo para a frente. A sua presença ativa e a energia que demonstram em cada lançamento e atuação são um testemunho da sua paixão e compromisso com a música. O legado dos MDC, já consolidado, está agora a ser expandido, garantindo que o seu contributo para a identidade sonora portuguesa continuará a ser sentido e celebrado por muitos anos.


PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 13 de fevereiro de 2026

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