Faixa-título de “PLAY ME” é o último avanço ao novo trabalho de Kim Gordon
Kim Gordon lança esta sexta-feira, 13 de março, o álbum "PLAY ME", com a faixa-título e um vídeo dirigido por Barney Clay.
Redação PORTA B
13 de março de 2026

"PLAY ME" marca o regresso de Kim Gordon com novo álbum a solo
Kim Gordon, um dos nomes mais icónicos da música alternativa e uma figura incontornável da cultura pop, está de regresso com o terceiro álbum da sua carreira a solo. Esta sexta-feira, 13 de março, a artista lança "PLAY ME", um trabalho editado pela Matador Records que promete consolidar a sua posição como uma das vozes mais vanguardistas da música contemporânea. A faixa-título, que serve como último avanço deste novo projeto, chega acompanhada de um videoclipe realizado por Barney Clay, reforçando a componente visual que tem sido uma constante no trabalho de Gordon.
Uma nova exploração sonora
"PLAY ME" surge como uma continuação da jornada criativa de Kim Gordon, reconhecida não só pelo seu trabalho como fundadora e membro dos Sonic Youth, mas também pela sua incursão em campos que vão da arte contemporânea ao cinema. Este novo álbum apresenta um conjunto de canções que, segundo fontes próximas da artista, exploram ambientes sonoros desafiantes, alternando entre momentos de desconstrução e energia visceral.
A faixa-título, agora revelada, é um exemplo perfeito desta abordagem. Construída sobre ritmos distorcidos e uma linha vocal hipnótica, "PLAY ME" parece ser uma reflexão sobre o papel da própria artista enquanto criadora e a forma como o público interage com a arte. Ao longo dos seus quase cinco minutos, a música oscila entre atmosferas densas e explosões de intensidade, num registo que mantém a tensão viva até ao último segundo.
Um vídeo para os sentidos
O lançamento da faixa-título foi acompanhado por um vídeo realizado por Barney Clay, colaborador de longa data de Kim Gordon. Conhecido pelo seu trabalho visualmente arrojado, Clay cria um universo que complementa a sonoridade da música, explorando temas como o isolamento, a performatividade e a desconstrução da identidade.
O videoclipe apresenta uma estética surreal e disruptiva, com imagens que oscilam entre o minimalismo e o excesso. Entre sombras, projeções e movimentos fragmentados de câmera, a presença de Gordon no ecrã é magnética, reafirmando o seu estatuto de ícone cultural.
Uma artista em constante reinvenção
Aos 73 anos, Kim Gordon continua a ser uma pioneira, recusando-se a conformar aos limites convencionais da música ou da sua própria história. Desde o final dos Sonic Youth, a artista tem utilizado os seus trabalhos a solo como uma plataforma para experimentar novas formas de expressão, desafiando constantemente as expectativas do público. Em "PLAY ME", Gordon convida-nos a mergulhar numa paisagem sonora que tanto olha para o futuro como resgata elementos do passado, numa amálgama única que só ela poderia criar.
Este novo álbum sucede a "No Home Record", lançado em 2019, que marcou a estreia oficial de Gordon como artista solo. Na altura, o disco foi aclamado pela crítica por causa da sua abordagem inovadora e pela forma como refletia sobre a cultura contemporânea, a alienação e a identidade.
Expectativa internacional
A antecipação em torno de "PLAY ME" é evidente, com fãs e críticos a aguardarem ansiosamente por mais uma peça do puzzle criativo de Kim Gordon. A mistura de géneros e a sua abordagem sempre desafiante ao conceito de música mainstream colocaram-na num patamar onde poucos artistas conseguem chegar, como uma figura de culto e uma referência para novas gerações de músicos e artistas visuais.
Com o lançamento do novo álbum, é também expectável que Kim Gordon anuncie uma série de atuações ao vivo, levando o seu trabalho a um público ávido de a ver em palco. As suas performances, frequentemente descritas como intensas e transformadoras, são uma extensão natural da sua visão artística, onde som, imagem e movimento se fundem num só.
A força de um ícone
Kim Gordon continua a afirmar-se como um dos nomes mais importantes no panorama musical atual. Em "PLAY ME", mantém-se fiel à sua essência, mas, ao mesmo tempo, prova que a evolução e a inovação não têm idade nem fronteiras. A artista, que construiu uma carreira assente na autenticidade e na vontade de explorar territórios desconhecidos, volta a deixar a sua marca num momento em que a música contemporânea precisa, mais do que nunca, de vozes singulares e sem medo de arriscar.
Com este novo trabalho, Gordon convida-nos, mais uma vez, a repensar o que significa criar arte — e como essa criação nos pode transformar.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 13 de março de 2026
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