MÚSICA

Festival Cuca Monga fecha cartaz e anuncia alinhamento diário

O Festival Cuca Mong

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Redação PORTA B

4 de junho de 2026

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Festival Cuca Monga fecha cartaz e anuncia alinhamento diário

Festival Cuca Monga Completa Alinhamento e Reforça Diálogo Musical Luso-Brasileiro em Lisboa

O Festival Cuca Monga desvendou finalmente o alinhamento completo para a sua quarta edição, que promete dois dias intensos de música independente portuguesa e brasileira. O evento regressa aos idílicos jardins do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, no Campo Grande, nos dias 25 e 26 de setembro, reafirmando o espaço como o cenário ideal para a sua celebração sonora. Esta edição solidifica a aposta do festival em talentos emergentes e consagrados, com uma clara intenção de fortalecer os laços musicais entre Portugal e o Brasil.

Um Oásis Sonoro no Coração da Cidade

A escolha dos jardins do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta não é uma novidade, uma vez que a terceira edição do festival já havia encontrado um sucesso retumbante neste oásis verde. Longe da agitação citadina, o espaço oferece um refúgio de tranquilidade e relva, ideal para acolher a diversidade sonora que o Cuca Monga promove. A organização mantém o foco em proporcionar uma experiência de música ao vivo que transcende fronteiras, com um ambiente intimista e acolhedor.

Este festival, reconhecido pela sua curadoria atenta à música alternativa e independente, posiciona-se como um ponto de encontro crucial para artistas e profissionais da área. A visão subjacente é a de criar uma plataforma onde todos os criadores, desde os mais experientes aos que dão os primeiros passos, possam partilhar o palco. Trata-se de uma celebração da amizade e da paixão pela música, orquestrada por quem compreende as nuances da produção de um espetáculo memorável.

As Novas Vozes e os Nomes Firmados

O cartaz, agora fechado, integra novas e excitantes confirmações que se juntam aos nomes já anunciados. Entre as adições mais aguardadas, destaca-se a presença de Manel Cruz, uma figura incontornável do rock português, que trará consigo canções do seu álbum de 2019, Vida Nova, e clássicos como "O Navio Dela" e "Ainda Não Acabei". A cena indie portuguesa é ainda enriquecida com Vaiapraia, que apresenta o seu recém-lançado Alegrigrigria e o longa-duração Alegria Terminal, e Rita Cortezão, uma das vozes mais efervescentes da nova pop nacional, com o seu disco de estreia tudo, um pouco.

Ainda no panorama nacional e na "família Cuca Monga", o público poderá descobrir o duo de Vila Real IBSXJAUR, que lançou recentemente o álbum SANITY, e Miguel Marôco, que editou o seu trabalho Desgraça em abril. A ponte luso-brasileira, um dos pilares do festival, é solidificada com as estreias de Bruno Berle, que, além de apresentar No Reino dos Afetos, de 2022, promete antecipar temas de um próximo disco. Manu Julian, vocalista dos Pelados, também fará a sua estreia a solo com as primeiras canções originais, prometendo uma performance que espelha a dinâmica cultural entre os dois países. Estes artistas juntam-se a um elenco já robusto que incluía Capitão Fausto, Sérgio Godinho, ZARCO, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, Marquise, Leonor Arnaut, Rapaz Ego e Beatriz Pessoa.

Perspetiva

A quarta edição do Festival Cuca Monga representa mais do que um evento musical; é um barómetro da vitalidade da música independente em Portugal e da crescente interconexão com o Brasil. Ao dar palco a uma mistura tão diversificada de talentos, desde ícones consagrados a artistas emergentes com propostas inovadoras, o festival cumpre um papel crucial na dinamização cultural do país. Reforça a ideia de que a música é um terreno fértil para a experimentação e a amizade, desafiando as fronteiras geográficas e estilísticas.

A persistência em reforçar a ponte luso-brasileira é particularmente significativa, abrindo portas para novas sonoridades e facilitando um intercâmbio cultural que enriquece ambos os lados do Atlântico. Numa paisagem onde os festivais tendem a seguir fórmulas mais comerciais, o Cuca Monga destaca-se pela sua autenticidade e pela convicção de que a qualidade e a paixão pela música devem ser os verdadeiros protagonistas. Com dois palcos, bancas de comes e bebes e merchandise, o recinto fechado do Palácio Pimenta está pronto para acolher uma celebração que se estenderá da tarde até à madrugada, reiterando a importância de espaços que valorizam a diversidade e a curadoria artística.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 4 de junho de 2026

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