MÚSICA

Festival Cuca Monga regressa a Lisboa e anuncia os primeiros 8 nomes para 2026

A cena musical portuguesa prepara-se para mais um momento marcante. A PORTA B analisa o evento e o seu impacto cultural.

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Redação PORTA B

5 de maio de 2026

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Festival Cuca Monga regressa a Lisboa e anuncia os primeiros 8 nomes para 2026

Cuca Monga Eleva Palco em Lisboa: Festival regressa com Sérgio Godinho, Capitão Fausto e aposta forte no Brasil

O Festival Cuca Monga está de regresso aos Jardins do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, no Campo Grande, para dois dias de música ao vivo nos dias 25 e 26 de setembro. O evento, que consolidou a sua presença na capital na edição anterior, anuncia agora as primeiras oito confirmações, sublinhando um reforço das pontes musicais entre Portugal e o Brasil. O cartaz inicial promete uma celebração da diversidade sonora, com nomes incontornáveis da cena nacional e talentos emergentes.

Oásis Sonoro no Coração da Cidade

Os Jardins do Museu de Lisboa, um verdadeiro oásis verde no meio da agitação citadina, voltam a ser o palco privilegiado para o Festival Cuca Monga. Este espaço, que se revelou um esconderijo sonoro de tranquilidade e vagar na sua estreia no evento, receberá novamente os dois palcos que, do fim da tarde à madrugada, pautarão o ritmo dos dias. Além da música, o recinto contará com uma oferta completa de bancas de comes e bebes e merchandise, garantindo uma experiência imersiva para todos os melómanos.

O Cuca Monga afirma-se como um festival dedicado à promoção da música alternativa e independente, mantendo um foco claro em artistas estabelecidos e emergentes, tanto da sua "casa" como de fora do seu universo sonoro. A curadoria do evento, delineada por músicos experientes, visa criar um ponto de encontro onde todos os talentos possam partilhar palco e ter o seu lugar. A premissa central é a paixão genuína pela música que se recebe e se apresenta.

Pontes Atlânticas e Encontros Inéditos

Entre as primeiras confirmações, destaca-se a presença de Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, banda de São Paulo que fará o seu primeiro grande concerto em Portugal, em formato festival. Esta atuação assinala o início de uma aposta mais ambiciosa do Cuca Monga na aproximação entre a música portuguesa e brasileira, prometendo mais nomes além-atlânticos até setembro. É um esforço contínuo para alargar e consolidar esta ponte cultural.

Outro momento de grande expetativa é o concerto especial e irrepetível de Sérgio Godinho e ZARCO, onde serão explorados temas de ambos os repertórios. A este encontro de amizade e cumplicidade juntar-se-á Leonor Godinho, filha de Sérgio e companheira de ZARCO, que também subirá ao palco para participar neste espetáculo único. A colaboração promete ser um dos pontos altos do festival.

Os Capitão Fausto estão também confirmados, regressando a Alvalade, bairro que os viu crescer, para colocar à prova a "nova casa" do festival. Esta atuação marca o reencontro da banda com a cidade de Lisboa, após a sua memorável performance no Meo Arena em janeiro deste ano. O cartaz inicial completa-se com Marquise, uma nova banda promissora vinda do Porto; Leonor Arnaut, cuja voz hipnotizante e raízes em Copenhaga, Los Angeles e Lisboa a posicionam como um dos nomes mais relevantes da nova pop nacional, com um novo disco em breve; e ainda Rapaz Ego, com o álbum "Fazer as Pazes", e Beatriz Pessoa, com "Muito Mais", ambos com o selo da Cuca Monga e lançamentos recentes que prometem animar o público.

Perspetiva

O Festival Cuca Monga solidifica-se como um pilar essencial na cena cultural independente portuguesa, proporcionando uma plataforma vital para a celebração da música em todas as suas formas. Ao reunir artistas consagrados e emergentes, nacionais e internacionais, o evento não só enriquece a oferta cultural da capital como também fomenta a criação de laços artísticos e profissionais. A sua dedicação à música alternativa e a aposta crescente na fusão cultural luso-brasileira demonstram uma visão ambiciosa e um compromisso com a diversidade sonora.

A cuidadosa curadoria, pensada por músicos para músicos, garante espetáculos de qualidade e uma atmosfera de partilha e amizade, que se reflete na experiência do público. Com mais nomes por anunciar até setembro, a expetativa é que o Festival Cuca Monga continue a surpreender e a reafirmar o seu papel enquanto catalisador de novas tendências e palco de encontros memoráveis, fortalecendo a cena independente e projetando talentos além-fronteiras.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 5 de maio de 2026

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