MÚSICA

Festival Jazz Manouche Almada está de regresso em maio

Almada acolhe a 5ª edição do Festival Jazz Manouche, de 8 a 10 de maio, com artistas internacionais e programação diversificada. Celebra o jazz cigano e a cultura local.

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Redação PORTA B

16 de fevereiro de 2026

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Festival Jazz Manouche Almada está de regresso em maio

Jazz Manouche Inunda Almada em Maio com Edição de Aniversário

Almada prepara-se para vibrar ao ritmo do jazz manouche. De 8 a 10 de maio, a cidade acolhe a 5ª edição do seu já icónico festival, uma celebração da tradição cigana e da sua fusão com o espírito inovador da música contemporânea. O evento, que se consolidou como um ponto de referência no panorama cultural português e internacional, promete três dias de imersão total no universo do gypsy jazz, com um cartaz recheado de nomes sonantes e atividades para todos os gostos.

Este ano, o festival aposta numa programação diversificada que cruza as fronteiras da Europa, trazendo a Almada artistas de França, Espanha e Portugal. A iniciativa não se limita a apresentar concertos; visa criar uma experiência cultural completa, que abrange música, dança, formação e até conteúdos audiovisuais, promovendo o diálogo intercultural e impulsionando o turismo na região.

Uma Viagem Sonora da Galiza a Paris

A abertura do festival, no dia 8 de maio, ficará a cargo do David Regueiro Trio, um projeto que une o talento do guitarrista galego David Regueiro ao virtuosismo do violinista francês Thomas Kretzschmar. A cumplicidade artística entre os dois músicos, forjada em festivais além-fronteiras e consolidada com composições recentes, promete uma viagem sonora emotiva e tecnicamente impecável pelo universo do jazz manouche. Acompanhados por Gonçalo Mendonça e Juyma Estévez, o quarteto promete uma performance memorável.

O dia 9 de maio será marcado pelo regresso de um nome lendário: o Nouveau Quintette du Hot Club de France. Quase 75 anos após o seu último concerto, o quinteto renasce sob a liderança de Duved Dunayevsky e Daniel Garlitsky, com a missão de revisitar o legado de Django Reinhardt e Stéphane Grappelli. O público poderá esperar uma interpretação autêntica do swing pré-guerra, com clássicos, composições originais e um repertório que evoca as décadas de 1910 a 1940. Uma oportunidade única para apreciar a herança do jazz manouche em todo o seu esplendor.

Dança, Swing e Ritmos Lusitanos

O último dia do festival, 10 de maio, reserva momentos para aprender e celebrar. A Escola Blues Swing Lisboa, parceira do evento desde a sua primeira edição, conduzirá uma aula de dança para todos os interessados em experimentar os ritmos vintage. A iniciativa, que se destaca pelo ambiente inclusivo e divertido, é uma oportunidade para "mexer o corpo e arrebentar a alma", como referem os instrutores.

O encerramento do festival ficará a cargo dos Stomping At 6, uma banda lisboeta de swing e blues que se inspira na energia contagiante da dança swing. O sexteto, cujo repertório mergulha nas décadas de 1920 a 1940, apresenta adaptações originais de canções, incluindo temas do fado, transportando-as para o universo do jazz. Os Stomping At 6 prometem um espetáculo dinâmico e apaixonante, com momentos de frenesim e blues intensos.

Almada: Capital do Jazz Manouche

O Festival Jazz Manouche de Almada, uma marca registada que se consolidou no panorama cultural da região, tem sido um motor de projeção da cidade no circuito internacional do jazz. Com quatro edições de grande sucesso, o evento tem contribuído para valorizar o património cultural, promover a inclusão social e fortalecer as comunidades locais.

A organização do festival está a cargo da Alma Danada Associação Criativa, entidade cultural sediada em Almada e responsável pela gestão do Cine Incrível. Ao longo de mais de uma década, a associação tem desenvolvido projetos de programação, formação e dinamização artística, atraindo visitantes, artistas e novos negócios à cidade.

O Festival Jazz Manouche de Almada é mais do que um evento musical; é uma celebração da cultura, da tradição e da identidade de uma cidade que se afirma como um polo de atração para os amantes do jazz. Uma oportunidade imperdível para mergulhar no universo do gypsy jazz e descobrir o encanto de Almada.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 16 de fevereiro de 2026

PORTA B — Este artigo representa a perspetiva independente da nossa redação. Jornalismo cultural crítico, sem financiamento corporativo ou estatal.