Festival Mêda+ anuncia novas confirmações… Três Tristes Tigres, Marquise e Duques do Precariado
Festival Mêda+ regressa de 22 a 25 de julho com novas confirmações: Três Tristes Tigres, Marquise e Duques do Precariado, celebrando a música portuguesa.
Redação PORTA B
9 de maio de 2026

Festival Mêda+ reforça cartaz com Três Tristes Tigres, Marquise e Duques do Precariado
O Festival Mêda+, que se prepara para celebrar a sua 12.ª edição entre os dias 22 e 25 de julho, na cidade da Mêda, acaba de revelar três novas confirmações no alinhamento deste ano: Três Tristes Tigres, Marquise e Duques do Precariado. Estes nomes juntam-se aos já anunciados Da Chick, Mães Solteiras e Mr. Gallini, num cartaz que promete manter a tradição do evento em destacar o melhor da música portuguesa, cruzando géneros e gerações.
Um festival de resistência e identidade
Desde a sua criação, o Mêda+ tem-se afirmado como um dos festivais culturais mais consistentes e singulares no panorama nacional. Realizado na pequena mas acolhedora cidade da Mêda, no distrito da Guarda, o evento tem-se tornado numa referência para os amantes de música alternativa e independente. A aposta em artistas nacionais — sejam eles nomes consagrados ou novos valores em ascensão — é um dos pilares que sustentam o conceito do festival, que se apresenta como um espaço de convívio e descoberta musical.
Este ano, o evento volta a prometer uma fusão de diferentes linguagens musicais e uma programação que reflete a diversidade da cena musical portuguesa. Mais do que um festival, o Mêda+ é uma celebração da cultura local e nacional, um espaço onde o passado, o presente e o futuro da música dialogam entre si.
Três Tristes Tigres: o regresso de um clássico da música nacional
Entre as mais recentes confirmações, destaque para os Três Tristes Tigres, cujo regresso aos palcos tem sido saudado como um dos mais relevantes da música portuguesa. O grupo, que se destacou na década de 1990, é liderado por Ana Deus, uma das vozes mais singulares do país, em colaboração com Regina Guimarães e Alexandre Soares.
O seu percurso, recheado de momentos marcantes, inclui álbuns icónicos como Guia Espiritual (1996) e Comum (1998), referências indeléveis na história da música portuguesa. Após um interregno prolongado, regressaram em 2020 com Mínima Luz, uma coleção de canções que reafirmou a sua relevância no panorama musical. Mais recentemente, lançaram Arca (2025), um trabalho que explora questões contemporâneas como a migração e as crises globais, traduzindo-as em texturas sonoras complexas e letras profundamente poéticas. A sua atuação na Mêda será, certamente, um dos momentos altos do festival.
Marquise e a energia entre o passado e o presente
Com uma sonoridade que mistura o brilho da pop dos anos 80, o vigor do rock dos anos 90 e um toque de modernidade, os Marquise têm vindo a consolidar-se como uma das bandas mais empolgantes do panorama alternativo português. Depois de estrearem com um EP em 2023, que chamou a atenção da crítica e do público, o grupo lançou o álbum Ela Caiu em 2025. Este registo apresenta uma abordagem calorosa e emotiva à canção, com letras que oscilam entre o intimismo e um certo surrealismo poético.
A presença dos Marquise no Festival Mêda+ promete ser um convite a uma viagem sonora envolvente, numa fusão de influências que desafia géneros e convenções.
Duques do Precariado: o “folclore independente” chega à Mêda
A completar as novas confirmações estão os Duques do Precariado, uma banda que tem dado nas vistas pela sua abordagem ousada e experimental. Autodenominando o seu som como “folclore independente”, o grupo mistura elementos acústicos e elétricos, reinterpretando a tradição através de uma lente contemporânea.
As suas composições, que abordam temas como a precariedade, a morte e o amor, exploram a tensão entre o coletivo e o individual, criando uma experiência sonora que procura ser tanto visceral como reflexiva. A atuação do grupo na Mêda será, sem dúvida, um momento imperdível para os amantes de música ousada e inovadora.
Um cartaz para descobrir e celebrar
Com estas novas adições, o Mêda+ reforça o seu estatuto enquanto ponto de encontro para músicos e público que procuram algo mais do que o habitual no circuito dos festivais de verão. Com uma localização privilegiada no coração do interior português e um ambiente intimista, o evento oferece uma experiência cultural enriquecedora e autêntica, em que a música é o eixo central, mas não o único motivo de celebração.
A juntar ao alinhamento já conhecido, que inclui nomes como Da Chick, Mães Solteiras e Mr. Gallini, o festival apresenta-se como um retrato vivo da criatividade nacional, onde tradição, contemporaneidade e experimentação coexistem em perfeita harmonia.
O Festival Mêda+ promete, assim, mais uma edição memorável, reafirmando o seu compromisso com a promoção e valorização da música portuguesa. Marquem nas agendas: de 22 a 25 de julho, a música volta a ser a protagonista nas noites de verão da cidade da Mêda.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 9 de maio de 2026
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