Francisca Borges lançou um novo EP “Monomania”
Francisca Borges, cant
Redação PORTA B
13 de fevereiro de 2026

Francisca Borges: A "Monomania" Que Redefine O Rock Português
A cena musical portuguesa acaba de ser abalada pela jovem cantora e compositora portuense Francisca Borges, que lançou ontem, quinta-feira, 12 de fevereiro, o seu aguardado EP de estreia, "Monomania". Este é o primeiro trabalho da artista com a Warner Music Portugal, marcando uma nova e promissora fase na sua carreira. O projeto promete consolidar a sua voz única, misturando a energia do rock com uma lírica profundamente pessoal em português.
Uma Visão Artística Amadurecida na Warner Music
"Monomania" chega ao público como um manifesto da evolução artística de Francisca Borges. O EP é composto por quatro novas faixas inéditas, complementadas pelos singles "Que Pena" e "Coitada", que já haviam cativado os ouvintes em janeiro e setembro de 2025, respetivamente. A transição para uma editora de renome como a Warner Music Portugal sublinha o reconhecimento do talento e do potencial da artista, que tem vindo a traçar um percurso singular no panorama musical.
A própria Francisca Borges descreve "Monomania" como o trabalho mais especial que criou até à data. Afirma ter conseguido, finalmente, conciliar as suas influências rock com uma abordagem lírica mais conversacional, algo que sempre desejou fazer na sua língua materna. O título "Monomania" reflete os ciclos emocionais e os pensamentos obsessivos frequentemente experienciados nas relações humanas, um tema central que perpassa as canções.
Detalhes Sonoros e Colaborações de Peso
A proposta de "Monomania" é que as suas músicas se tornem "quase amigas" dos ouvintes, um espaço onde se possa dançar, gritar e chorar em conjunto, partilhando emoções intensas. A artista expressa a esperança de que o EP se torne tão significativo para quem o escuta quanto é para ela. Este convite à intimidade e à partilha emocional é uma das marcas distintivas da sua escrita e performance.
Entre os novos temas que compõem o EP, destaca-se "E Se Eu Contasse", escolhido como o novo single. A produção da faixa ficou a cargo de Pedro Villas, que soube realçar a sonoridade pretendida. O vídeo, por sua vez, foi mais uma vez assinado por Pedro Bessa, realizador que já havia trabalhado com Francisca Borges no aclamado vídeo de "Coitada". O resultado é um trabalho visual vibrante e divertido, uma característica que a artista já habituou o seu público.
A gravação de "E Se Eu Contasse" contou com a participação de músicos de exceção, que enriqueceram a textura sonora da canção. Francisco Santos assumiu a bateria, enquanto Gabriel Salles se encarregou do baixo. Contudo, a colaboração mais notável e internacional é a do guitarrista norte-americano Sol Philcox-Littlefield. Nomeado em 2023 nos prestigiados ACM Awards para guitarrista do ano, Sol Philcox-Littlefield possui um currículo impressionante, tendo colaborado com nomes como Michael McDonald, Tim McGraw, Luke Combs, Carrie Underwood, Sam Hunt, Luke Bryan, Walker Hayes, Nate Smith, Jelly Roll, Chris Stapleton e Miranda Lambert, entre muitos outros. A sua contribuição adiciona uma dimensão global e uma mestria técnica inegável ao projeto de Francisca Borges.
Perspetiva
O lançamento de "Monomania" com o selo da Warner Music Portugal não é apenas um marco na carreira de Francisca Borges, mas também um momento relevante para a música portuguesa contemporânea. A sua capacidade de fundir o rock com uma escrita conversacional e profundamente portuguesa, aliada a colaborações de calibre internacional, posiciona-a como uma artista com potencial para transcender fronteiras. Num panorama cultural cada vez mais globalizado, a aposta em talentos que conseguem manter a sua identidade enquanto exploram novas sonoridades e parcerias é crucial para a vitalidade da cena musical independente. Este EP é um testemunho da crescente maturidade artística e da ambição de uma jovem criadora que promete continuar a surpreender e a inspirar.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 13 de fevereiro de 2026
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