Gui Aly lança novo EP “THIS IS WHAT LOVE FEELS LIKE”
Novo lançamento na cena portuguesa. A PORTA B apresenta e analisa esta proposta musical.
Redação PORTA B
31 de maio de 2026

Gui Aly Redefine o Amor em Novo EP e Anuncia Regresso Triunfal ao NOS Alive
Gui Aly edita hoje "THIS IS WHAT LOVE FEELS LIKE", o seu mais recente EP que mergulha nas complexidades e belezas do amor através de cinco faixas originais. Este novo trabalho, já disponível em todas as plataformas digitais, será apresentado ao vivo no palco WTF Clubbing do festival NOS Alive a 9 de julho, marcando um regresso significativo para o artista.
Trajetória de Afirmação: Da Promessa ao Palco Global
A história de Gui Aly é um exemplo de ascensão sustentada no panorama musical. Em 2020, com menos de 19 anos, o artista sagrou-se vencedor do EDP Live Bands, superando centenas de candidaturas e garantindo um contrato com a Sony Music Entertainment. Embora a subsequente pandemia tenha adiado a sua presença nos palcos, não travou o fluxo criativo da sua escrita, que continuou a desenvolver-se intensamente.
Em 2022, Gui Aly fez a sua estreia no NOS Alive, apresentando o álbum "White Walls". Esse trabalho de estreia solidificou uma identidade artística rara no cenário nacional, caracterizada por uma fusão distintiva de guitarra, uma escrita lírica de profundidade emocional e uma voz com uma personalidade inconfundível. O reconhecimento não se fez esperar, com figuras internacionais como Noah Kahan e Alec Benjamin a elogiarem publicamente o seu trabalho, um sinal claro de que a sua música transcende as fronteiras portuguesas.
Uma Viagem Sonora Pelas Fases do Amor
"THIS IS WHAT LOVE FEELS LIKE" emerge como o projeto mais livre e confessional de Gui Aly até à data. Composto por cinco canções escritas e criadas pelo próprio artista, e produzidas por Survival, o EP é uma exploração profunda das diversas fases do amor. O single "No Matter Where I Go", que antecipou este lançamento, já conquistou um lugar de destaque nas principais rádios nacionais, demonstrando a capacidade do artista de criar sonoridades que ressoam com o público.
O EP é descrito como uma viagem que oferece um porto seguro no meio do caos, com uma energia contagiante e ritmos dançáveis. Cada faixa funciona como um refúgio, onde o amor — nas suas múltiplas versões, fases e imperfeições — assume o papel de bússola, força curativa e motivo de celebração. É um projeto que convida à introspeção, evoca a leveza dos dias de verão e sublinha a importância das relações humanas, da empatia e da felicidade construída em gestos simples.
O próprio Gui Aly partilha que "do início ao fim, o EP conta uma história contínua, explorando cenários distintos que qualquer um reconhece. É um porto seguro, daqueles que ficam. Para quem nele atracar, promete ser o abraço reconfortante que às vezes só a música sabe dar." Esta obra reflete o momento de maturidade e afirmação que o artista atravessa, um período que viu o seu talento reconhecido entre pares, como evidenciado pela escolha de Miles Kane em 2025 para abrir os seus concertos em Portugal.
Perspetiva
A contínua evolução de Gui Aly representa um marco importante para a música portuguesa contemporânea. A sua capacidade de construir uma identidade sonora autêntica, aliada a uma escrita emocionalmente ressonante, permite-lhe alcançar tanto o público nacional quanto o internacional. "THIS IS WHAT LOVE FEELS LIKE" não é apenas um novo capítulo na sua discografia; é um testemunho da sua consistência e da sua visão artística que, sem artifícios, continua a cativar.
O regresso de Gui Aly ao NOS Alive, a 9 de julho, simboliza mais do que uma apresentação de um novo trabalho; é o fecho de um ciclo de crescimento e a abertura de outro, com o artista a subir ao palco com uma bagagem mais rica, um repertório expandido e uma identidade artística ainda mais sólida. A sua música, que oferece consolo e celebração em igual medida, posiciona-o como uma voz essencial na paisagem cultural portuguesa, capaz de tocar em temas universais com uma honestidade rara e uma sensibilidade apurada.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 31 de maio de 2026
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