MÚSICA

Hater regressam com “Mosquito” um drama dream‑pop em onze capítulos emocionais

Hater regressam a 6 de março com "Mosquito", drama dream-pop de 11 episódios que explora o amor de forma melancólica e nada lamechas.

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Redação PORTA B

15 de fevereiro de 2026

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Hater regressam com “Mosquito” um drama dream‑pop em onze capítulos emocionais

Hater Lançam "Mosquito": Um Mergulho Intenso no Lado B do Amor

Os Hater, a banda sueca conhecida pela sua sonoridade indie-pop crua e envolvente, preparam-se para lançar "Mosquito", um novo álbum que promete ser uma viagem emocional complexa e multifacetada. Com data de lançamento marcada para 6 de março, este drama dream-pop, dividido em onze episódios musicais, explora as nuances do amor e da perda, mas de uma perspetiva inesperada e profundamente pessoal.

"Mosquito" apresenta uma banda renovada, que encontrou um ponto de equilíbrio entre a energia frenética do indie que sempre os caracterizou e uma escrita mais refinada e direta. As suas raízes shoegaze foram afiadas, resultando num som mais nítido, melódico e, acima de tudo, ressonante. O álbum é um caldeirão de histórias onde elementos míticos – vampiros, Cupido, mosquitos – se entrelaçam com um anseio melancólico por um amor que, por vezes, parece inatingível.

Contrariando a ideia de um disco puramente romântico, "Mosquito" mergulha nas sensações físicas e emocionais do desgosto. O álbum não celebra o amor idealizado, mas sim as suas consequências: o coração arranhado, as borboletas no estômago que se transformam em nós, o vazio e a dor lancinante. É uma montanha-russa de emoções que explora o lado B do amor, aquele que raramente é cantado em canções.

"Angel Cupid": Uma Diatribe Contra o Amor Idealizado

Um dos destaques do álbum é "Angel Cupid", uma faixa que se desenrola em câmara lenta, como uma diatribe contra as canções de amor banais. A música emerge da experiência de se sentir emocionalmente excluído do amor, quando as palavras românticas parecem ocas e sem sentido. É um grito de frustração contra a idealização do amor, uma crítica à superficialidade que, por vezes, se esconde por detrás das letras românticas.

"This Guy?": Um Mistério Sonoro

O single de avanço, "This Guy?", é um enigma por si só. A canção narra a história de um intruso confuso, não identificado e impossível de identificar, uma figura misteriosa que paira sobre a narrativa. A banda descreve-a como "uma canção silenciosamente confusa", onde a estranheza do verso contrasta com a clareza do refrão, criando uma dinâmica intrigante e cativante.

"Stinger": A Febre Cerebral de um Vampiro Apaixonado

"Stinger" leva-nos para uma caverna ecoante de estranheza gótica, combinando uma bateria insistente com letras que se infiltram nos pensamentos de uma criatura sobrenatural apaixonada. A canção explora a ideia de que a dor de coração pode ser semelhante à febre cerebral de um vampiro, uma metáfora poderosa para a intensidade e o sofrimento que o amor pode causar.

"Landslide": Pensamentos da Madrugada

A faixa de abertura, "Landslide", é construída sobre guitarras cintilantes e vozes etéreas que flutuam sobre aquele momento sonâmbulo entre o sono e a vigília. A canção captura aqueles pensamentos que surgem nas profundezas da madrugada, quando o passado nos assombra e transforma a nossa mente numa máquina de secar descontrolada.

Gravado no isolamento dos AGM Studios, em Vollsjö, Suécia, com o produtor Joakim Lindberg, e com o regresso do baixista Adam Agace, "Mosquito" é um álbum que transborda corações partidos meio esquecidos e promessas quebradas, cheio de tormento e formigueiro, mas pontuado por sonhos e esperanças de resolução futura. É um disco que desafia as convenções do amor romântico, explorando as suas faces mais obscuras e complexas, mas sempre com uma melodia cativante e uma honestidade brutal.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 15 de fevereiro de 2026

PORTA B — Este artigo representa a perspetiva independente da nossa redação. Jornalismo cultural crítico, sem financiamento corporativo ou estatal.