MÚSICA

"Kuchisabishii – ao vivo no Coliseu" de Samuel Úria lançada em single

Samuel Úria lança versão ao vivo de "Kuchisabishii", gravada nos Coliseus, com Margarida Campelo e "Os 12 Ao Todo", disponível nas plataformas digitais.

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Redação PORTA B

25 de fevereiro de 2026

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"Kuchisabishii – ao vivo no Coliseu" de Samuel Úria lançada em single

"Kuchisabishii – ao vivo no Coliseu" de Samuel Úria lançada em single

O talento e a autenticidade de Samuel Úria, figuras incontornáveis na música portuguesa contemporânea, voltam a fazer-se ouvir com o lançamento do single ao vivo de "Kuchisabishii". A gravação, extraída de uma das noites inesquecíveis em que o cantautor se estreou em nome próprio nos Coliseus de Lisboa e Porto, chega esta quarta-feira, 25 de fevereiro, às plataformas digitais, oferecendo ao público uma experiência renovada de um dos temas mais marcantes do seu mais recente álbum, "2000 A.D.".

Uma estreia triunfante nos Coliseus

Em outubro passado, Samuel Úria viveu um dos momentos mais marcantes da sua carreira ao esgotar os emblemáticos Coliseus de Lisboa e Porto, salas míticas para qualquer artista nacional. A apresentação de "2000 A.D.", o seu último trabalho discográfico, não foi apenas um concerto; foi um acontecimento que consolidou o seu estatuto como um dos mais relevantes cantautores da atualidade.

Com uma maturidade evidente nas suas composições, e após anos a construir uma identidade musical que desafia rótulos, Úria entregou ao público duas noites de música profundamente envolvente, onde a palavra e a sonoridade se cruzaram de forma magistral. A intimidade das letras e a energia da sua performance foram ainda enriquecidas pela participação de vários convidados de peso. Entre outros, subiram ao palco nomes como Manuela Azevedo, Gisela João, Milhanas, Carol e o coletivo As Velhas Glórias, cada um contribuindo para momentos únicos que serão certamente recordados por quem teve o privilégio de assistir.

"Kuchisabishii" ao vivo: energia e emoção em palco

Um dos grandes destaques destas noites históricas aconteceu com a interpretação ao vivo de "Kuchisabishii". A canção, que desde o lançamento de "2000 A.D." tem captado a atenção de público e crítica, ganhou uma nova vida no palco do Coliseu com a colaboração especial de Margarida Campelo e do coletivo vocal "Os 12 Ao Todo".

A performance foi uma explosão de energia e emoção, com Campelo e o coro a acrescentarem uma dimensão vocal arrebatadora à já rica sonoridade de Samuel Úria. Este momento não apenas sublinhou a força da composição como também evidenciou a capacidade ímpar do músico em criar experiências performativas que transcendem o registo do estúdio.

Agora, com o lançamento oficial desta versão ao vivo enquanto single, o público tem a oportunidade de revisitar — ou experienciar pela primeira vez — a intensidade daquele momento. A escolha de "Kuchisabishii" para este lançamento é também um reconhecimento da importância da canção no alinhamento de "2000 A.D." e da sua receção calorosa por parte dos fãs.

Uma nova fase na carreira de Samuel Úria

O percurso de Samuel Úria tem sido pautado por uma evolução constante e por uma recusa em acomodar-se a fórmulas. Com "Kuchisabishii" ao vivo, o artista volta a sublinhar a sua versatilidade e a sua capacidade de reinventar a sua música sem perder a essência que o tornou numa das vozes mais respeitadas da canção portuguesa.

O lançamento do single chega num momento em que Úria parece estar a consolidar uma nova fase na sua carreira, marcada por uma maior projeção e por um reconhecimento crescente do público e da crítica. A forma como levou "2000 A.D." aos palcos dos Coliseus é disso exemplo: um trabalho pensado ao detalhe, mas carregado de espontaneidade e entrega, características que definem a sua identidade artística.

Enquanto os fãs aguardam por novos projetos, "Kuchisabishii – ao vivo no Coliseu" surge como uma celebração do que Samuel Úria representa para a música nacional: uma voz que não se limita a cantar, mas que comunica, interpela e comove.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 25 de fevereiro de 2026

PORTA B — Este artigo representa a perspetiva independente da nossa redação. Jornalismo cultural crítico, sem financiamento corporativo ou estatal.