MÚSICA

Macacos do Chinês apresentam novo EP “Bolos Depois da Noite”

Após 15 anos de hiato, os Macacos do Chinês lançam o EP “Bolos Depois da Noite” a 14 de maio, com festa de apresentação na Casa Capitão, Lisboa.

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Redação PORTA B

31 de março de 2026

4 min de leitura|142 leituras
Macacos do Chinês apresentam novo EP “Bolos Depois da Noite”

Macacos do Chinês apresentam novo EP “Bolos Depois da Noite”

Após um hiato de quase 15 anos, os Macacos do Chinês estão de regresso à ribalta da música nacional e prometem não deixar ninguém indiferente. A banda lisboeta, conhecida pela sua fusão única de ritmos e línguas, lança no próximo dia 14 de maio o aguardado EP Bolos Depois da Noite. Como cereja no topo do bolo, o novo trabalho será celebrado com uma festa de lançamento a 15 de maio, na icónica Casa Capitão, em Lisboa. Este concerto marca mais um capítulo na narrativa de uma das bandas mais singulares do panorama musical português.

Regresso em grande estilo

Desde o seu regresso em 2025, os Macacos do Chinês têm vindo a demonstrar que a pausa prolongada não lhes retirou o vigor artístico. Pelo contrário, parece ter servido como um momento de maturação para consolidar ainda mais a sua identidade sonora. A estreia nos palcos após o regresso deu-se no palco WTF do Festival NOS Alive, onde deixaram claro que continuam a ser uma força criativa a ter em conta.

No final do ano passado, o grupo surpreendeu os fãs com “´96”, o primeiro tema original lançado desde o início do hiato. A música, uma verdadeira ode às raízes da banda, marcou o tom para o que viria a seguir. Já em 2026, foi apresentado “Desta Vez”, um single que reforça a essência progressista do grupo e a sua capacidade de mesclar influências sonoras e culturais de forma ousada e contemporânea.

Uma fusão de identidades

A história dos Macacos do Chinês remonta a 2007, ano em que o grupo surgiu com a ambição de quebrar barreiras e misturar estilos. Desde os primeiros dias, a fusão foi o cerne da sua identidade artística. A língua portuguesa coexiste nos seus temas com o crioulo, enquanto as sonoridades tradicionais do nosso país se cruzam com géneros como o grime e a bass culture, oriundos do Reino Unido. Este cocktail musical tornou-se a assinatura do grupo, que nunca deixou de inovar e explorar novos territórios.

O novo EP, Bolos Depois da Noite, promete ser mais um marco nessa jornada de experimentação, reforçando a capacidade da banda em se reinventar e em olhar sempre para o futuro sem cair na armadilha da nostalgia. O título do trabalho, enigmático e provocador, parece ser mais uma amostra da criatividade descomprometida do grupo.

Concerto na Casa Capitão

A festa de lançamento do novo EP será uma das poucas e exclusivas oportunidades para ver os Macacos do Chinês num ambiente mais intimista. A Casa Capitão, localizada no coração de Lisboa, receberá a banda a 15 de maio, para um espetáculo que certamente vai surpreender. Para além de apresentarem os temas de Bolos Depois da Noite ao público, os MDC prometem revisitar alguns dos maiores sucessos que marcaram a sua carreira, numa viagem musical que atravessa mais de uma década de história.

Este concerto é muito mais do que a apresentação de um novo disco. É um momento de celebração de um regresso que, para muitos, parecia impossível. A expectativa é alta, não só entre os fãs de longa data, mas também entre as novas gerações, que poderão agora descobrir uma das bandas mais disruptivas e originais da música nacional.

Olhar para o futuro com a mesma irreverência

A atitude progressista dos Macacos do Chinês mantém-se intocável. Longe de se acomodarem ao saudosismo, continuam a desafiar os limites da música portuguesa, deixando claro que a sua visão artística está profundamente enraizada na contemporaneidade.

Com o lançamento de Bolos Depois da Noite, os Macacos do Chinês reafirmam o seu lugar no panorama musical português. A banda, que nunca teve medo de correr riscos, está de volta para lembrar que a música pode — e deve — ser um espaço de criatividade sem limites. Os fãs terão agora a oportunidade de testemunhar este renascimento, começando por um concerto que promete ser memorável.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 31 de março de 2026

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