Maria Luiza Jobim, Azul Piscina e 18º Workshop de Jazz de Viseu são as primeiras confirmações do Festival Que Jazz É Este?
Maria Luiza Jobim, Azul Piscina e o 18º Workshop de Jazz de Viseu são destaques da 14ª edição do festival Que Jazz É Este?, de 8 a 19 de julho.
Redação PORTA B
15 de abril de 2026

Festival Que Jazz É Este? Regressa a Viseu e Revela as Primeiras Confirmações para a 14.ª Edição
O Festival Que Jazz É Este? volta a marcar o panorama musical de Viseu com a sua 14.ª edição, que decorrerá entre os dias 8 e 19 de julho. Consolidado como um evento de referência para a música jazz e improvisada em Portugal, o festival distingue-se pela capacidade de unir tradição e experimentação, oferecendo uma programação que cruza diferentes linguagens artísticas e que privilegia a ocupação de espaços públicos da cidade.
Com atividades de entrada livre, mas apelando ao conceito de “donativo consciente”, o Que Jazz É Este? reafirma o seu compromisso com uma cultura acessível e participativa. Este ano, a iniciativa promete continuar a questionar e a expandir os limites do jazz, transformando Viseu num palco vivo onde música, arte e comunidade se encontram.
Primeiras confirmações espelham diversidade
Os primeiros nomes anunciados para o certame comprovam a linha programática ousada e plural que tem caracterizado o festival. Entre os destaques estão Maria Luiza Jobim, Azul Piscina e o 18.º Workshop de Jazz de Viseu, propostas que refletem a amplitude estética e pedagógica do evento.
A cantora e compositora brasileira Maria Luiza Jobim, filha do icónico Tom Jobim, subirá ao palco do Parque Aquilino Ribeiro a 18 de julho. Reconhecida por uma abordagem sofisticada que combina a suavidade da MPB com nuances de eletrónica e jazz, Maria Luiza trará a Viseu um espetáculo intimista e poético. Após o lançamento de Casa Branca em 2019, a artista reafirmou em Azul (2023) uma escrita musical sensorial, pontuada por memórias e afetos que prometem envolver o público numa experiência única.
Ainda no dia 18, o palco será partilhado com Azul Piscina, o mais recente projeto liderado pelo baterista viseense Miguel Rodrigues. Este trio aposta numa simbiose entre composição e improvisação, criando um espaço sonoro em constante mutação. Através de uma escuta coletiva e de uma forte componente experimental, Azul Piscina apresenta uma sonoridade que surpreende e desafia as convenções tradicionais do jazz.
Formação e partilha com o 18.º Workshop de Jazz de Viseu
Para além dos concertos, o festival reafirma o seu foco na formação com a realização do 18.º Workshop de Jazz de Viseu, que terá lugar de 15 a 17 de julho no Teatro Viriato. Sob a orientação dos músicos e pedagogos Rita Maria e Nuno Costa, o workshop dirige-se a estudantes e praticantes de música interessados em aprofundar técnicas de improvisação, arranjo e prática coletiva.
Durante três dias intensivos, os participantes terão a oportunidade de mergulhar no universo do jazz, culminando numa apresentação pública que permitirá ao público vislumbrar o processo criativo e pedagógico que caracteriza esta experiência formativa.
Jazz para além dos limites convencionais
Mais do que um festival, o Que Jazz É Este? é um espaço de experimentação e transformação, um laboratório de ideias onde se cruzam géneros musicais, percursos artísticos e públicos diversos. Entre residências artísticas, concertos, oficinas, DJ sets, jam sessions e até um mercado de livros e discos, Viseu será palco de uma celebração abrangente, que vai muito além do jazz enquanto género musical restrito.
De igual modo, a aposta numa programação acessível, mas sustentada pelo apelo ao apoio consciente, reflete uma visão inovadora sobre a sustentabilidade cultural. Reconhecendo que a cultura deve ser acessível a todos, o festival recorda que apoiar quem cria é essencial para garantir a continuidade de projetos artísticos como este.
Com estas primeiras confirmações, o festival já deixa antever uma edição vibrante e repleta de momentos de partilha e descoberta. Quem responde à pergunta “Que Jazz É Este?” sabe que a resposta raramente é definitiva — mas, em Viseu, haverá sempre espaço para perguntar mais e ouvir melhor.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 15 de abril de 2026
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