Matosinhos em Jazz com cartaz fechado
A PORTA B traz análise aprofundada sobre os desenvolvimentos na cena cultural portuguesa.
Redação PORTA B
1 de julho de 2026

Matosinhos em Jazz 2026: Um Verão de Estrelas, Ritmos e Arte Visual
Matosinhos em Jazz 2026 está prestes a arrancar, revelando um cartaz completo que promete transformar a cidade num vibrante epicentro da cultura e da música durante todo o mês de julho. A programação, que se inicia já este sábado, dia 4, harmoniza nomes consagrados do jazz internacional e nacional com uma inovadora exposição artística, celebrando a criatividade até ao dia 24 de julho.
Um Mês de Ritmo e Inovação em Matosinhos
O festival Matosinhos em Jazz solidifica a sua posição como um dos eventos culturais mais aguardados do verão, estendendo-se por quase três semanas e oferecendo uma diversidade de experiências musicais e visuais. Os palcos principais, incluindo a Praça Guilhermina Suggia e o pitoresco Coreto do Jardim Basílio Teles, serão o coração desta celebração, acolhendo todos os concertos pontualmente às 18h, proporcionando fins de tarde embalados por melodias cativantes.
A curadoria deste ano destaca-se pela sua abrangência, trazendo a Matosinhos um leque de talentos que atravessa continentes. Desde os Estados Unidos à Europa, passando por uma forte representação portuguesa, o festival aposta na riqueza de estilos e na vitalidade do jazz contemporâneo. Este enfoque garante uma experiência rica para os amantes do género, assim como para quem procura descobrir novas sonoridades num ambiente descontraído e acessível.
Detalhes de uma Programação Multifacetada
A abertura do festival, este sábado, 4 de julho, contará com a presença do aclamado trompetista norte-americano Theo Crocker, prometendo um início de festival marcante. No dia seguinte, 5 de julho, o Coreto do Jardim Basílio Teles será palco para a reputada saxofonista Nubya Garcia, figura proeminente da cena jazz britânica, conhecida pela sua fusão de ritmos e texturas.
A semana seguinte continuará a trazer estrelas internacionais, com a chegada do Moses Yooffe Trio de Berlim, a atuar no dia 11 de julho, e da carismática Lakecia Benjamin, proveniente dos Estados Unidos, no dia 12. Já no dia 18, a voz sedutora da francesa Gabi Hartmann encantará o público, seguida, no dia 19, pelo talento português de Máximo e o seu trio, que apresentará as suas mais recentes criações.
O grandioso encerramento do Matosinhos em Jazz acontecerá na Praça Guilhermina Suggia. No dia 23 de julho, a Orquestra Jazz de Matosinhos Cristina Branco subirá ao palco, num espetáculo que promete revisitar e reinterpretar clássicos. O ponto alto da edição de 2026 culminará no dia 24 de julho com a atuação da Jazz Nómada Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música convida OBOA NOMADE, um projeto que funde o jazz com a grandiosidade sinfónica.
Uma Galeria de Arte ao Ar Livre
Para além da programação musical, o Jardim Basílio Teles, em Matosinhos, é também o palco de uma exposição que complementa a vertente sonora do festival. Patente desde o dia 1 de julho, a mostra convida designers, ilustradores e artistas de diversas áreas a recriar capas de álbuns icónicos da história do jazz mundial.
Esta iniciativa visual, que este ano apresenta um alinhamento 100% feminino, conta com a participação de nomes como Wasted Rita, Susa Monteiro, Inês Marques Lucas, Filipa Beleza e Maria Imaginário. A exposição oferece uma perspetiva inovadora sobre a ligação entre a música e as artes visuais, permitindo aos visitantes uma imersão cultural que vai além das notas musicais.
Perspetiva
O Matosinhos em Jazz 2026 reforça a identidade cultural da cidade, consolidando-a como um polo de atração para a música e a arte. A combinação de um cartaz musical de excelência, que abrange desde talentos emergentes a figuras consagradas, com uma exposição de arte visual inovadora, cria uma experiência multifacetada que celebra a criatividade em todas as suas formas. É um exemplo claro de como a cultura pode dinamizar o espaço urbano e promover o intercâmbio artístico.
A aposta na diversidade de origens dos artistas e na inclusão de diferentes expressões artísticas, como a exposição com curadoria totalmente feminina, sublinha o compromisso do festival com a modernidade e a relevância cultural. Iniciativas como esta são vitais para o enriquecimento do panorama cultural português, oferecendo ao público acesso a propostas artísticas de alta qualidade e contribuindo para a vitalidade das comunidades locais através da arte e da música.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 1 de julho de 2026
PORTA B — Perspetiva independente da nossa redação. Jornalismo cultural crítico, sem financiamento corporativo ou estatal.