MÚSICA

Máximo é a nova confirmação do Matosinhos em Jazz

O pianista português Máximo, acompanhado pelo seu trio, atua a 19 de julho no Matosinhos em Jazz, no coreto do Jardim Basílio Teles.

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Redação PORTA B

12 de maio de 2026

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Máximo é a nova confirmação do Matosinhos em Jazz

Máximo é a nova confirmação do Matosinhos em Jazz

O festival Matosinhos em Jazz volta a dar cartas na celebração do género musical que há décadas conquista gerações. Na edição de 2026, o evento recebe o pianista e compositor português Máximo, um nome que tem vindo a conquistar crescente atenção no panorama cultural nacional e internacional. O concerto está marcado para o dia 19 de julho e terá lugar no icónico Coreto do Jardim Basílio Teles, um espaço que já se tornou sinónimo de momentos musicais memoráveis.

Uma promessa que já é uma certeza

Com apenas 23 anos, Máximo é já visto como um dos mais promissores talentos da música portuguesa. Natural de Lisboa e nascido em 2003, o músico começou o seu percurso artístico de forma precoce, ingressando no Conservatório Nacional aos sete anos, onde concluiu a formação em piano e composição. Posteriormente, aprofundou os estudos ao licenciar-se em composição de jazz na prestigiada Codarts Rotterdam, na Holanda, cimentando uma base técnica sólida e um conhecimento que o distingue no meio.

O seu estilo é descrito como uma mescla de influências que atravessam géneros e épocas. Claude Debussy, Maurice Ravel e Bill Evans são evidentes no lirismo das suas criações, enquanto nomes como Robert Glasper e Herbie Hancock ressoam no seu mergulho na modernidade e na exploração de novas texturas sonoras. É essa versatilidade que faz de Máximo um músico difícil de categorizar, mas fácil de se admirar.

Uma carreira em ascensão meteórica

2023 viu Máximo deslumbrar com a estreia de Máximo – Greatest Hits, uma obra que desafiou as convenções e apresentou o jovem talento como um artista a ter em conta. No ano seguinte, com o lançamento de PANGEA, Máximo estabeleceu-se como um nome incontornável da nova geração de músicos portugueses. Este álbum, um mosaico sonoro que explora as ligações entre continentes e culturas, valeu-lhe elogios unânimes da crítica e do público.

Mas Máximo não se limitou à música gravada. A sua versatilidade criativa levou-o a colaborar em projetos de cinema e teatro, a participar em eventos como a ModaLisboa, e a representar Portugal na EXPO 2025, em Osaka, Japão. Num dos seus momentos mais ousados, apresentou Cantiga Bailada no festival Boom, uma obra que funde o jazz contemporâneo com as tradições ancestrais das adufeiras de Idanha-a-Nova, através de uma abordagem inovadora de sampling.

Cada passo na sua carreira reforça não só o seu talento, mas também a sua capacidade de reinventar os códigos do jazz e, por extensão, de toda a cultura musical contemporânea.

Um espetáculo a não perder

O concerto no Matosinhos em Jazz promete ser um dos momentos altos do festival. Máximo estará acompanhado pelo seu trio, composto por piano, bateria e baixo, numa formação clássica que, no entanto, abre caminho para as suas ousadas explorações musicais. Aqueles que já tiveram a oportunidade de assistir a uma das suas performances ao vivo mencionam a intensidade, a improvisação e a capacidade de transformar cada momento musical em algo único.

O Coreto do Jardim Basílio Teles, espaço que já recebeu nomes incontornáveis da música nacional e internacional, será novamente palco de um espetáculo que promete surpreender. A riqueza sonora de Máximo, aliada à sua capacidade de dialogar com o público e de criar narrativas musicais envolventes, faz deste concerto um evento imperdível para os amantes de jazz e de música em geral.

Matosinhos em Jazz: um palco para a inovação

O Matosinhos em Jazz tem vindo a afirmar-se como um espaço de descoberta e celebração do jazz, destacando tanto artistas consagrados como novas promessas. A inclusão de Máximo no cartaz de 2026 é mais um exemplo do compromisso do festival com a qualidade e a inovação.

Com um percurso que mistura raízes tradicionais e uma constante busca por novos horizontes sonoros, Máximo é o reflexo de uma geração que não se contenta com fronteiras musicais estanques. O público de Matosinhos terá assim a oportunidade de testemunhar de perto o talento de um dos músicos mais criativos da atualidade, num cenário intimista e inspirador.

O dia 19 de julho marca, portanto, não só um momento alto na agenda cultural de Matosinhos, mas também um capítulo significativo na história de um artista que continua a surpreender e a conquistar palcos.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 12 de maio de 2026

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