Miguel Marôco partilha novo single "Sayonara (meu amor)"
Miguel Marôco lança esta quarta-feira "Sayonara (meu amor)", single do álbum "Desgraça", que combina funk, jazz e fusão com letras em português.
Redação PORTA B
11 de março de 2026

Miguel Marôco lança "Sayonara (meu amor)" e antecipa o aguardado álbum "Desgraça"
Miguel Marôco, nome em ascensão na cena musical portuguesa, lança hoje, 11 de março, “Sayonara (meu amor)”, o mais recente single que serve de última antevisão para o seu próximo álbum, intitulado Desgraça. Com lançamento marcado para 10 de abril, o disco promete trazer uma abordagem arrojada e profundamente pessoal à exploração da canção em português, cruzando géneros como funk, jazz e fusão.
O single, já disponível em todas as plataformas digitais, é descrito pelo próprio artista como um dos momentos mais íntimos e confessionais de Desgraça. “Escrevi esta canção como uma espécie de ponto final de um período de luto pelo qual passei. Foi escrita numa altura em que a minha vida já estava numa configuração muito diferente, e sinto que marca o fechar de um capítulo”, revela Marôco, sublinhando a intensidade emocional que permeia este trabalho.
Além disso, a estreia ao vivo do álbum está marcada para dia 18 de junho, no icónico espaço B.Leza, em Lisboa, prometendo uma celebração especial de um projeto que, segundo o artista, é o reflexo de dois a três anos de vivências e transformações pessoais.
Uma despedida em forma de canção
“Sayonara (meu amor)” apresenta-se como uma despedida carregada de melancolia, mas também de aceitação. A batida pulsante, que contrasta com o tom confessional da letra, cria uma dualidade que espelha o processo de superação de um adeus. Neste tema, Miguel Marôco assume o controlo criativo total, assinando a autoria, produção e arranjos, enquanto traz consigo um conjunto de músicos talentosos para dar vida à sua visão.
Além da reconhecida versatilidade de Marôco ao teclado, a faixa conta ainda com os contributos de Frederico Martinho na guitarra elétrica, Gonçalo Bicudo no baixo e Francisco Vieira Santos na bateria. Nos coros, surge uma colaboração especial com Mimi Froes, reforçando a já habitual ligação entre os dois artistas, que têm trabalhado juntos em outros projetos.
Esta despedida musical segue os lançamentos anteriores do álbum, como “Clichês”, “Daphne” e “Graça”, cada um revelando uma faceta distinta da narrativa de Desgraça. Enquanto “Clichês” brincou com a ideia de lugares-comuns e expectativas em torno do amor, e “Graça” abordou com delicadeza temas de identidade e empatia, “Sayonara (meu amor)” encerra com uma nota de desprendimento e aceitação, arejando a dor de um amor perdido.
Um cruzamento de géneros e línguas
O trabalho de Miguel Marôco destaca-se pela sua capacidade de fundir influências musicais internacionais com uma identidade muito portuguesa. Em Desgraça, a inspiração do funk, do jazz e da fusão americanos encontra-se com a lírica em português e uma expressividade vocal peculiar, que tornam a sua música imediatamente reconhecível.
Ao longo da sua carreira, Marôco tem mostrado a sua mestria ao teclado em colaborações com artistas e bandas de renome como Capitão Fausto, Rapaz Ego ou Mimi Froes. Contudo, este novo álbum, que é o seu segundo trabalho a solo, parece posicioná-lo definitivamente como uma das vozes mais singulares e promissoras do panorama musical nacional.
Com “Sayonara (meu amor)”, Marôco volta a sublinhar a sua capacidade de criar temas tanto emotivos quanto dançáveis, entregues com uma produção minuciosa e uma paixão evidente pelo ofício. A canção, que encerra o alinhamento do disco, parece ser um convite para uma catarse coletiva, onde o fim de um período doloroso é também o ponto de partida para um novo começo.
Concerto de apresentação no B.Leza
Para celebrar o lançamento de Desgraça, Miguel Marôco já tem data marcada para subir ao palco do B.Leza, em Lisboa. O espetáculo, agendado para 18 de junho, promete uma interpretação ao vivo de todo o álbum, contando com a participação dos músicos que contribuíram para a sua criação.
O B.Leza, conhecido por acolher artistas que exploram a música numa dimensão mais experimental e culturalmente diversa, será o cenário ideal para dar vida à complexidade e profundidade emocional de Desgraça. Com a junção de uma banda de exceção e a possibilidade de surpresas ao vivo, a noite é uma promessa de entrega absoluta e comunhão musical.
Miguel Marôco tem vindo a afirmar-se como um compositor e intérprete que desafia convenções, explorando os limites da canção portuguesa. Desgraça e o single “Sayonara (meu amor)” são mais um passo crucial nesse percurso, reafirmando a sua voz singular num panorama musical em constante evolução.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 11 de março de 2026
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