MÚSICA

O Festival Termómetro arranca já esta semana

A 30ª edição do Festival Termómetro decorre de 27 de março a 26 de abril, com final em Lisboa a 10 de maio; vencedor atuará em grandes festivais nacionais.

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Redação PORTA B

25 de março de 2026

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O Festival Termómetro arranca já esta semana

Festival Termómetro celebra 30 anos com edição especial e final em Lisboa

O Festival Termómetro, um dos eventos mais emblemáticos da música emergente em Portugal, está de regresso para a sua 30ª edição, que promete ser memorável. Criado em 1994 pelo apresentador e produtor cultural Fernando Alvim, o festival consolidou-se como uma plataforma de descoberta de novos talentos e, este ano, marca três décadas de história com um programa renovado e ambicioso. Entre 27 de março e 26 de abril, o Termómetro vai percorrer 10 cidades portuguesas, culminando numa grande final no Lisboa ao Vivo, no dia 10 de maio.

Dez cidades, 30 artistas e uma celebração do talento nacional

Com paragens confirmadas no Porto, Caminha, Cascais, Aveiro, Angra do Heroísmo, Covilhã, Odemira, Viseu, Ovar e Lisboa, o Festival Termómetro reafirma o seu compromisso de descentralizar a cultura e levar a música emergente a diversos pontos do país. Ao longo de quase um mês, 30 artistas e bandas selecionados entre centenas de candidaturas terão a oportunidade de mostrar o que valem nos palcos do evento.

Os nomes em destaque deste ano incluem promessas como Luís Lucas, Caparro, Marta Lima, MONSTRO, Serena Kaos e The Mirandas, entre muitos outros. Estes artistas, oriundos de vários géneros e estilos, competirão pelo tão cobiçado prémio final, que este ano ganha ainda mais relevância.

Um prémio que impulsiona carreiras

O vencedor da 30ª edição do Festival Termómetro terá garantida a sua presença em três dos maiores festivais de música do país: o NOS Alive, o Vodafone Paredes de Coura e o Bons Sons. Para além disso, receberá um videoclip profissional realizado pela prestigiada World Academy e 10 horas de gravação no estúdio King. Este conjunto de prémios não só reconhece o talento do artista vencedor, como também oferece ferramentas concretas para impulsionar a sua carreira no competitivo universo musical.

“Queremos continuar a ser um trampolim para o talento emergente em Portugal”, afirmou Fernando Alvim na apresentação desta edição, sublinhando o papel que o Festival Termómetro desempenhou ao longo dos anos na projeção de artistas que hoje ocupam lugar cativo no panorama musical nacional, como B Fachada, Capicua, Noiserv ou Samuel Úria.

A final no Lisboa ao Vivo e os convidados especiais

Toda a emoção culminará na final, marcada para o dia 10 de maio às 16h00, no Lisboa ao Vivo. O evento será transmitido em direto pela Antena 3, garantindo que o público de norte a sul do país possa acompanhar a descoberta do novo talento vencedor. Para encerrar a comemoração dos 30 anos, o festival contará com uma atuação especial dos Mães Solteiras, que prometem aquecer ainda mais o ambiente com a sua energia contagiante.

Um festival que atravessa gerações

Nas últimas três décadas, o Festival Termómetro tem sido palco privilegiado para a exposição e crescimento de artistas que, de outra forma, poderiam permanecer nas margens do radar musical. A sua vocação de apoiar novos talentos mantém-se tão relevante como no primeiro dia, numa altura em que o acesso a plataformas digitais de divulgação é maior, mas a competição pela atenção do público é, igualmente, feroz.

Além disso, a decisão de levar o festival a todo o país reforça a sua missão de democratizar o acesso à cultura e de dar palco a novas vozes em diferentes contextos regionais. “O Termómetro é mais do que um festival, é uma celebração do futuro da música portuguesa”, defendeu Alvim, que não esconde o orgulho no projeto que materializou um sonho coletivo de apoiar artistas em início de carreira.

Com uma história rica e um impacto inegável na música nacional, a 30ª edição do Festival Termómetro reafirma o seu estatuto como uma referência na descoberta de novas sonoridades. Para os amantes da música portuguesa, este é um evento a não perder, repleto de emoção, celebração e, acima de tudo, talento.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 25 de março de 2026

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