MÚSICA

Os Vizinhos editam seu álbum de estreia “Só Se Estraga Uma Casa”

Novo lançamento na cena portuguesa. A PORTA B apresenta e analisa esta proposta musical.

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Redação PORTA B

9 de maio de 2026

4 min de leitura|7 leituras
Os Vizinhos editam seu álbum de estreia “Só Se Estraga Uma Casa”

De Évora para os Coliseus: Os Vizinhos Consolidam Sonho com Álbum de Estreia "Só Se Estraga Uma Casa"

Os Vizinhos, a banda de Évora que tem conquistado o país, editaram esta sexta-feira, 8 de maio, o seu aguardado álbum de estreia, "Só Se Estraga Uma Casa", um marco que solidifica a sua ascensão meteórica no cenário musical português. Este lançamento, um dos mais antecipados do ano, promete ser um novo capítulo na trajetória do grupo.

A Ascensão Meteórica de um Fenómeno Alentejano

A trajetória dos Vizinhos tem sido um verdadeiro fenómeno, transformando-os de um projeto nascido na capital alentejana em presenças assíduas nos principais palcos nacionais em pouco mais de um ano. A banda viveu um percurso que se assemelha a um sonho, partindo de Évora para conquistar um público vasto e fiel em tempo recorde. O álbum de estreia é o corolário deste percurso fulgurante, refletindo a energia e a identidade musical que os caracteriza.

O disco, composto por nove temas, é um espelho da história e da sonoridade dos Vizinhos, reunindo os maiores sucessos que os projetaram no panorama nacional e quatro canções inéditas que aprofundam a sua narrativa musical. Esta coletânea oferece uma visão abrangente do trabalho da banda, consolidando o seu lugar como uma das revelações mais estimulantes da música portuguesa contemporânea.

Detalhes Sonoros e Colaborações de Destaque

Como cartão de visita do novo trabalho, destaca-se o single "Onde É Que Eu Tinha a Cabeça", uma das últimas composições a ser escrita para o disco e que capta as vivências recentes do grupo. A canção entrelaça o ADN alentejano dos Vizinhos com influências da música brasileira e referências ao universo académico onde o projeto teve as suas raízes, prometendo cativar os ouvintes desde a primeira audição.

A autoria das letras e músicas é partilhada pelos quatro elementos dos VizinhosDavid Mendonça (voz e acordeão), Francisco Cartaxo (voz e bandolim), Miguel Brites (voz e baixo) e Tomás Cartaxo (voz e guitarras) – e conta com o contributo de talentos reconhecidos como João Direitinho (dos ÁTOA), Aurora Pinto, João Barbosa, Luís "Twins" Pereira, João Sei Lá e Eduardo Espinho. Na produção, a sonoridade de "Só Se Estraga Uma Casa" foi moldada por Feodor Bivol, João Barbosa, Eduardo Espinho e Luís "Twins" Pereira, sendo este último também responsável pela mistura e masterização final do álbum.

"Só Se Estraga Uma Casa" reserva ainda duas colaborações notáveis que enriquecem a sua proposta musical. No inédito "Pessoa Certa", a banda convida a jovem artista e autora Aurora Pinto, uma presença regular na escrita de vários temas do álbum, conferindo uma dimensão nova à faixa. Já em "Na Próxima Vida", os Vizinhos assinam a sua primeira incursão internacional com os brasileiros Atitude 67, contando igualmente com a participação dos ÁTOA, parceiros de longa data e, tal como a banda de Évora, expoentes da nova geração musical do Alentejo.

Perspetiva

A ascensão dos Vizinhos representa um caso inspirador no panorama cultural português, demonstrando como a autenticidade e a fusão de influências podem catapultar um projeto local para o estrelato nacional e além fronteiras. O seu percurso, enraizado no Alentejo mas aberto ao mundo, oferece uma lufada de ar fresco à música portuguesa, consolidando a região como um berço de talentos musicais inovadores. A colaboração com artistas internacionais e a inclusão de nomes emergentes na autoria e produção sublinham a visão progressista e a relevância cultural dos Vizinhos no contexto atual.

Para 2026, a banda não se limita ao lançamento discográfico; prepara a sua aguardada estreia em nome próprio nos históricos Coliseus do Porto (21 de novembro) e de Lisboa (28 de novembro), marcando uma etapa crucial na sua carreira. A agenda de concertos dos Vizinhos é intensa, com presenças confirmadas em alguns dos maiores palcos do país, incluindo festivais como o MEO Marés Vivas, o Sol da Caparica e a Expofacic, integrando uma digressão que promete superar a centena de atuações ao longo do ano, solidificando a sua posição como uma das bandas mais dinâmicas e promissoras de Portugal.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 9 de maio de 2026

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