Pikika e mais uma dúzia de nomes juntam-se ao cartaz do Festival MIL
O Festival MIL anuncia mais nomes
Redação PORTA B
21 de julho de 2026

Festival MIL Confirma Pikika e Reforça Cartaz com Talentos Globais para Décima Edição
O Festival MIL, que celebra este ano a sua décima edição, continua a moldar um alinhamento ambicioso com a confirmação de novos nomes que prometem definir os rumos da música contemporânea. A cantora portuguesa Pikika, com a sua ascensão no R&B nacional, destaca-se entre os artistas que se apresentarão entre 7 e 10 de outubro na Casa Capitão, em Lisboa, oferecendo uma visão alargada sobre as sonoridades que marcam o presente e o futuro.
Uma Década de Inovação Musical em Lisboa
Desde a sua génese, o Festival MIL tem-se afirmado como um ponto de encontro crucial para a inovação musical, assumindo a missão de descobrir e projetar talentos emergentes no panorama global. A sua décima edição, que decorre ao longo de quatro dias intensos, sublinha este compromisso, reunindo uma tapeçaria sonora que abrange desde o R&B eletrónico ao punk, passando pelo flamenco e pelas sonoridades tradicionais reinventadas. A diversidade de géneros e origens geográficas é uma marca distintiva que se aprofunda a cada nova confirmação.
Este reforço substancial do cartaz vem complementar os onze nomes já anunciados no início do mês, que incluem Expresso Transatlântico, Lau Ro, Manga Cava, OkA para o dia 8 de outubro; Afreekassia, Afrokillerz, Andre Droga, Indus e MC Luanna para o dia 9; e Nega do Babado e Rayssa Dias para o dia de encerramento, 10 de outubro. A curadoria do festival evidencia uma atenção particular à efervescência criativa que atravessa diferentes geografias.
Detalhes de um Cartaz Cosmopolita
Entre os nomes mais recentes, a programação do último dia, 10 de outubro, ganha um impulso significativo com a presença de Pikika, cujas canções de R&B já acumulam milhões de streams nas plataformas digitais, consolidando-a como uma voz incontornável da nova música portuguesa. No mesmo dia, o público poderá descobrir o trio I'A'V, composto por Inês Malheiro, Arianna Casellas e Violeta Azevedo, que se estreou este ano com o aclamado "Volatile Poem", uma proposta etérea que chega a Lisboa através de uma colaboração com o festival minhoto Square.
A cena internacional marca forte presença, com destaque para a comitiva espanhola que aterra no Beato a 8 de outubro, com o apoio do programa Sounds From Spain. Deste grupo, sobressaem as Las Petunias, um quarteto que evoca a atitude das riot grrrls dos anos 90, mesclando punk e indie com melodias pop cativantes. Juntam-se a elas HOFE, que explora uma sonoridade vanguardista de estilhaços eletrónicos, trap e pop-punk; Queralt Lahoz, uma cantaora que redefine o flamenco com uma abordagem pop contemporânea; e Paco Pecado, que se dedica a impulsionar as músicas tradicionais espanholas e latino-americanas para novos horizontes.
No dia 8, também chegam de França os egg-punks Flippeur, prometendo uma noite de energia singular, ao lado do seu compatriota Hey Bony, uma figura pioneira no género cargo tech. A representação espanhola é ainda reforçada no dia 10 de outubro pelas Damoridemort, vindas via Mercat Música Viva de Vic, que se apresentam como evangelizadoras da nova cançó catalã, trazendo consigo os quatro singles já conhecidos de um álbum prestes a ser editado: "Beija Flor", "Cielo Rojo", "De Regalo" e "Como Me Río".
A cena brasileira também se faz ouvir com dois artistas de peso: Lambada de Serpente, que transporta o seu característico rolê nordestino até à Casa Capitão a 9 de outubro; e, no dia seguinte, obelga, rapper, produtor e fundador do coletivo Sertão da Farinha Podre, prometendo uma atuação marcante. Completam as mais recentes confirmações os londrinos H.LLS, com o seu alt-R&B futurista; os noruegueses Candura, que propõem uma verdadeira volta ao mundo musical; e o Grupo Pilon, uma referência incontornável do funaná e da rica diáspora cabo-verdiana, garantindo que a décima edição do MIL será um evento de alcance global e de profunda ressonância cultural.
Perspetiva
A décima edição do Festival MIL reafirma a sua importância estratégica no panorama cultural português, não só como um palco para a descoberta de talentos, mas também como um motor de intercâmbio cultural. Ao reunir artistas de Portugal, França, Espanha, Brasil, Reino Unido, Noruega e Cabo Verde, o festival solidifica a sua posição como um hub internacional, capaz de espelhar e influenciar as tendências da música popular global. Este alinhamento diversificado não só enriquece a oferta cultural de Lisboa, como também fomenta a criação de pontes entre diferentes cenas musicais, contribuindo para uma dinâmica de inovação e valorização da diversidade sonora que é vital para o ecossistema musical independente.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 21 de julho de 2026
PORTA B — Perspetiva independente da nossa redação. Jornalismo cultural crítico, sem financiamento corporativo ou estatal.