MÚSICA

PLAKA lançam novo single “Ode ye Owu”

PLAKA, trio do eixo Barcelos-Esposende, lança o single "Ode ye Owu", reforçando a fusão de influências psicadélicas e ritmos tradicionais globais.

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Redação PORTA B

25 de fevereiro de 2026

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PLAKA lançam novo single “Ode ye Owu”

PLAKA lançam novo single “Ode ye Owu”: Uma viagem sonora das margens do Cávado ao mundo

Barcelos e Esposende dão palco ao novo trio PLAKA

No panorama da música portuguesa, o eixo Barcelos-Esposende tem-se afirmado como um terreno fértil para o surgimento de projectos inovadores, capazes de desafiar convenções e explorar novas geografias sonoras. O trio PLAKA é um exemplo paradigmático desta energia criativa, trazendo à ribalta uma proposta que não só homenageia a herança psicadélica da região, mas que também se aventura por territórios menos familiares à audiência nacional. Com o lançamento do seu segundo single, “Ode ye Owu”, a banda consolida uma identidade singular e abre horizontes para o futuro da música independente em Portugal.

“Ode ye Owu”: Uma declaração de intenções

O single “Ode ye Owu” surge como um statement assumido. Mais do que uma simples canção, trata-se de uma demonstração clara da vontade de PLAKA em ir para além das fronteiras tradicionais do rock e do jazz, incorporando elementos de diversas culturas e latitudes. Esta faixa, editada em fevereiro de 2026, sucede ao primeiro single “Xiró”, lançado a 2 de Dezembro de 2025, com o qual o trio já havia mostrado uma predilecção pela experimentação psicadélica e pelos ecos do passado musical da margem do Cávado.

“Ode ye Owu” marca, no entanto, uma evolução. É uma viagem rítmica e melódica que abraça influências do sul — seja pela percussão, pelas escalas exóticas ou pelo uso de instrumentos pouco comuns na tradição rock portuguesa. Ao escutarmos a faixa, torna-se evidente que PLAKA procura construir pontes entre a tradição local e o universo global das sonoridades world music, numa fusão que se traduz numa nova linguagem musical.

Herança psicadélica e novas bússolas

A região de Barcelos e Esposende é conhecida pela sua forte tradição psicadélica, herdada de décadas de projectos que desafiaram os limites da música e da imaginação. PLAKA bebe dessa herança, mas não se limita a replicar fórmulas. O trio utiliza o psicadelismo como ponto de partida, explorando-o de forma orgânica e arrojada, mas agrega uma paleta alargada de influências — da música africana ao jazz contemporâneo, da folk portuguesa a outros géneros cujo denominador comum é a valorização da expressão cultural autêntica.

Ao longo de “Ode ye Owu”, as vozes e os instrumentos parecem dialogar com o passado e o presente, numa combinação que resulta tanto familiar como inovadora. Há um respeito pela tradição, mas também uma vontade de a reinventar, de a adaptar ao mundo actual e às inquietações de uma geração que procura sentido na diversidade.

Uma proposta independente com ambição global

O lançamento deste novo single confirma a ambição de PLAKA em ser mais do que uma banda local. O trio assume uma postura independente, mas com o objectivo de chegar a públicos que valorizam a autenticidade e a exploração artística. “Ode ye Owu” é, nesse sentido, uma carta aberta ao mundo, um convite para descobrir novas possibilidades de expressão musical, onde as fronteiras são apenas referências e não limites.

A música de PLAKA reflecte uma preocupação com as raízes, ao mesmo tempo que se mostra aberta ao futuro. O projecto insere-se numa nova vaga de bandas portuguesas que não têm receio de experimentar, de arriscar e de desafiar o status quo. Num momento em que o panorama cultural se encontra em rápida transformação, é essencial que existam propostas como esta, capazes de criar, inovar e provocar.

O futuro de PLAKA e da cena independente nacional

Com apenas dois singles lançados, PLAKA já conseguiu captar a atenção de quem procura algo diferente no universo musical português. O percurso iniciado com “Xiró” e agora continuado com “Ode ye Owu” sugere uma evolução constante e uma vontade de explorar territórios desconhecidos. O trio promete continuar a surpreender, com um espírito aberto e uma atenção particular ao diálogo entre culturas, géneros e tempos.

Resta esperar pelo próximo capítulo desta aventura sonora. “Ode ye Owu” é apenas o começo de uma viagem que, ao que tudo indica, terá muitos destinos e rotas a explorar.

PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 25 de fevereiro de 2026

PORTA B — Este artigo representa a perspetiva independente da nossa redação. Jornalismo cultural crítico, sem financiamento corporativo ou estatal.