Raül Refree & Maria Mazzota e Vincent Peirani juntam-se ao cartaz do Misty Fest 2026
Misty Fest anuncia Ra
Redação PORTA B
22 de março de 2026

Misty Fest 2026: São Luiz Acolhe Fusões Sonoras de Raül Refree & Maria Mazzotta e Jazz Inovador de Vincent Peirani
O Misty Fest 2026 acaba de revelar novos nomes de peso para o seu cartaz, enriquecendo a programação com a adição dos aclamados Raül Refree & Maria Mazzotta e do inovador acordeonista Vincent Peirani. A edição deste ano marca também o regresso do histórico Teatro São Luiz como palco privilegiado para os concertos do festival, solidificando a sua presença na capital.
A Vanguarda Sonora no Coração de Lisboa
A inclusão destes artistas sublinha a aposta do Misty Fest em trazer a Portugal propostas musicais que desafiam géneros e exploram novas linguagens. O Teatro São Luiz, um espaço emblemático da cultura lisboeta, volta a abrir as suas portas ao festival, acolhendo espetáculos que prometem ser momentos altos da temporada cultural. Esta escolha de palco reforça o compromisso do festival em proporcionar experiências únicas em ambientes com uma acústica e uma história singulares.
Os nomes anunciados representam um espectro diversificado de inovação musical. De um lado, a fusão entre a tradição e a vanguarda do sul de Itália, e do outro, a reinvenção do jazz e da música instrumental europeia. Ambos os projetos refletem uma curadoria atenta às tendências contemporâneas sem perder de vista a profundidade artística e a relevância cultural.
Detalhes da Programação e Artistas em Destaque
Raül Refree e Maria Mazzotta subirão ao palco do Teatro São Luiz no dia 20 de novembro. Juntos, apresentarão San Paolo di Galatina, o seu mais recente trabalho editado em janeiro de 2026. Este álbum é uma celebração e uma reinvenção das sonoridades litúrgicas e populares do sul de Itália, que ganham uma abordagem vanguardista através de instrumentos acústicos e uma visão contemporânea. Raül Refree, reconhecido como um dos produtores europeus mais inovadores da última década, tem um currículo notável com colaborações com artistas como Rosalía, Sílvia Pérez Cruz e LINA_. A ele junta-se a voz versátil e poderosa de Maria Mazzotta, uma figura central na cena musical da região da Apúlia e uma referência na world music europeia.
No dia seguinte, 21 de novembro, o Teatro São Luiz recebe Vincent Peirani, um dos acordeonistas mais inovadores da Europa. Peirani, que também atuará na Casa da Música no Porto a 22 de novembro, é um compositor e improvisador cuja música transcende fronteiras, cruzando jazz, música clássica, contemporânea e rock numa linguagem criativa e singular. O músico francês foi distinguido com os prémios Victoires du Jazz em 2014, como "Revelação", e em 2015, como "Artista do Ano", solidificando a sua reputação no panorama musical.
No Misty Fest, Vincent Peirani apresentará, acompanhado pelo seu quinteto, "Time Reflections", o quarto capítulo do seu aclamado projeto Living Being. Concebido durante o período de pausa da pandemia, este álbum é uma meditação musical sobre o conceito de tempo, tecendo uma tapeçaria sonora que combina batidas contemporâneas, ecos de danças tradicionais e subtis referências barrocas. A sua obra destaca-se tanto pelos trabalhos a solo como pelas colaborações com nomes como Daniel Humair, Michel Portal ou Sanseverino, além do seu trabalho para cinema.
Perspetiva
A chegada destes artistas ao Misty Fest 2026 e o regresso do Teatro São Luiz como um dos seus palcos consolidam a posição do festival como um evento crucial no calendário cultural português. A programação reflete uma curadoria que procura não só apresentar nomes estabelecidos, mas também explorar as fronteiras da música contemporânea e tradicional, oferecendo ao público português uma janela para a inovação e a diversidade sonora global.
A presença de artistas com o calibre e a visão de Raül Refree, Maria Mazzotta e Vincent Peirani é um catalisador para o diálogo cultural, enriquecendo o panorama musical em Portugal e posicionando o país como um ponto de encontro para a vanguarda artística europeia. Estes concertos prometem ser experiências imersivas, marcando a memória dos espectadores e reforçando a vitalidade da cena cultural independente.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 22 de março de 2026
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