Rita Onofre revela "quem diria" novo single e vídeo de “BRUTA”
Novo lançamento na cena portuguesa. A PORTA B apresenta e analisa esta proposta musical.
Redação PORTA B
28 de julho de 2026

Rita Onofre Completa a Odisseia de "BRUTA" com o Introspectivo Single "quem diria" e Último Capítulo Visual
A artista portuguesa Rita Onofre desvenda "quem diria", o mais recente single e videoclipe que assinala o derradeiro capítulo do universo criativo explorado no seu elogiado álbum "BRUTA", lançado em março de 2026. Este lançamento não só aprofunda a sonoridade crua e intensa que tem marcado esta nova etapa da sua carreira, como também encerra a complexa narrativa visual que acompanhou o disco desde o seu início. A obra é agora apresentada como uma experiência completa, onde som e imagem se entrelaçam de forma indissociável.
O Percurso Transformador de "BRUTA"
"BRUTA" surgiu em março de 2026 como um marco significativo no percurso de Rita Onofre. Composto integralmente pela artista e produzido em colaboração com NED FLANGER, o longa-duração explorou novas direções sonoras, onde as fronteiras entre o pop, a eletrónica e o rock se diluem, resultando num registo mais cru, intenso e profundamente imersivo. O álbum foi uma resposta direta a um período de profunda transformação pessoal e artística na vida de Rita, que coincidiu com a sua mudança para Berlim.
A capital alemã serviu de pano de fundo para a génese do disco, com as suas canções a refletirem as experiências e os questionamentos inerentes a esta fase de transição. Cada faixa de "BRUTA" é um fragmento dessa jornada, e "quem diria" surge agora para acrescentar uma nova dimensão a esse percurso, oferecendo uma perspetiva singular sobre o encerramento de ciclos e a redescoberta de um novo equilíbrio.
O Encontro e o Fecho de um Ciclo
"quem diria" emerge como um hino à ressignificação do fim, não como uma interrupção, mas como o instante em que todas as peças se encaixam e encontram o seu devido lugar. Rita Onofre partilhou a sua intenção por trás da canção, revelando um desejo profundo de ver o sofrimento e a curva de aprendizagem atingirem o seu desfecho. Sublinhou que, de forma quase profética, já se encontrava nesse "sítio" sobre o qual escrevia, mesmo antes de o conhecer verdadeiramente. Para a artista, a essência do tema não reside na sua própria história, mas sim no "encontro", na dança partilhada que se estabelece entre as partes.
O lançamento do single é acompanhado por um videoclipe que completa o universo visual de "BRUTA". Este é o último de uma série de vídeos que foram integralmente filmados em Berlim, cidade onde Rita Onofre residiu até ao início do verão. Realizados por Billy Verdasca e Lucas Coelho, todos os vídeos desta série documentaram a transformação artística e pessoal da cantora, expandindo a narrativa do disco para além da dimensão musical e oferecendo uma camada extra de profundidade à experiência do álbum.
Perspetiva
Com o regresso de Rita Onofre a Lisboa, "BRUTA" pode ser agora apreciado como uma obra verdadeiramente completa, onde a fusão entre o som e a imagem atinge a sua plenitude. Este processo meticuloso de construção visual e sonora culmina agora, oferecendo ao público português uma experiência artística coesa e envolvente. A artista enfatizou que este último vídeo, gravado após "quatro dias de missão impossível", fecha um circuito, permitindo que o público ouça e veja "BRUTA" na sua totalidade, abrindo portas também para a experiência ao vivo.
A abordagem de Rita Onofre, que se empenhou em construir um universo tão intrincado e interligado entre a música e o visual, posiciona-a como uma voz singular no panorama cultural português. A forma como a sua transformação pessoal e artística se traduz numa obra tão coesa e convidativa ao "encontro" com o público, reforça a relevância de "BRUTA" como um testemunho artístico que transcende a mera audição, convidando a uma imersão completa e a uma celebração partilhada da arte.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 28 de julho de 2026
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