Sam Smith revela o novo single "Oh Mother" acompanhado pelo coro The TwoCity Chorus
Novo lançamento na cena portuguesa. A PORTA B apresenta e analisa esta proposta musical.
Redação PORTA B
23 de julho de 2026

Sam Smith Profunda as Emoções em "Oh Mother", Uma Ode ao Amor Maternal com The TwoCity Chorus
Sam Smith acaba de revelar "Oh Mother", o mais recente avanço do seu aguardado quinto álbum de estúdio, "Hazel Eyes". Este novo tema, que conta com a poderosa colaboração do The TwoCity Chorus, mergulha numa intensa exploração do amor maternal e da busca por conforto face à desilusão. O disco tem lançamento marcado para 21 de agosto em todas as plataformas digitais.
Uma Jornada Emocional de Descoberta e Cura
Após a euforia romântica de "My Guy", que celebrava a descoberta de um amor correspondido e pleno, "Oh Mother" conduz a narrativa musical de Sam Smith para um território emocional mais denso e introspectivo. A canção emerge da necessidade de encontrar consolo perante a dor da desilusão, colocando no seu cerne a força inabalável do amor materno como um porto seguro. É um testemunho da capacidade de Smith para transitar entre diferentes matizes da experiência humana, mantendo sempre uma autenticidade crua.
O resultado é um diálogo arrebatador e profundamente comovente entre a voz singular de Sam Smith e o The TwoCity Chorus. Este coletivo vocal, composto por 28 elementos, não se limita a esta faixa, participando em várias outras composições que compõem "Hazel Eyes", emprestando uma dimensão orquestral e coral que se promete ser um dos selos distintivos do novo trabalho. A presença do coro amplifica a mensagem central da canção, criando uma tapeçaria sonora rica e envolvente.
A Fúria e a Força da Essência Materna
A génese de "Oh Mother" reside numa visão particular da energia feminina e do apoio incondicional. A voz de Sam Smith explica que o coro na canção representa a fúria e a indignação de uma mãe ao presenciar a traição e o sofrimento do seu descendente, evocando uma poderosa energia feminina quase divina. Esta interpretação confere ao coro um papel que transcende o mero acompanhamento vocal, transformando-o numa entidade ativa na narrativa emocional da faixa.
A esta colaboração vocal junta-se também a participação de Dante, um amigo pessoal de Sam Smith, que representou uma presença maternal de grande importância para a sua identidade enquanto pessoa queer durante os seus vinte anos. A inclusão de Dante sublinha a natureza inclusiva e multifacetada do amor maternal que a canção explora, configurando-se como um encontro de vozes que oferecem força e resiliência. Esta camada de significado adiciona uma profundidade pessoal e social à já potente mensagem da canção.
Musicalmente, "Oh Mother" é uma composição que cresce em intensidade e catarse. Desde o verso de abertura — “You remind me of my mother’s greatest fear” — a canção desenvolve-se sobre a base de linhas de piano imponentes, guitarras distorcidas e uma percussão marcante, pontuada por palmas que acentuam o ritmo e a emoção. Os arranjos de cordas, com uma sensibilidade cinematográfica, foram concebidos pelo compositor Gabe Noel, conhecido pelos seus trabalhos com artistas como Sombr e Father John Misty. O culminar da faixa é um impressionante e emotivo diálogo vocal entre Sam Smith e o The TwoCity Chorus, transformando uma história de traição e dor numa celebração transcendente do amor incondicional e protetor de uma mãe.
À semelhança de todo o álbum "Hazel Eyes", "Oh Mother" foi coproduzida por Sam Smith em colaboração com David Odlum, cujos créditos incluem trabalhos com Glen Hansard e Josh Ritter, e Simon Aldred, colaborador de artistas como Avicii e Liam Gallagher. Esta equipa de produção resultou numa sonoridade singular, que se destaca pela força crua e autêntica da instrumentação ao vivo, uma escolha que permeia todo o quinto trabalho de estúdio do artista.
Perspetiva
Em Portugal, a música de Sam Smith tem sempre encontrado uma forte ressonância, e a profundidade emocional de "Oh Mother" promete solidificar ainda mais essa ligação. A exploração de temas tão universais como o amor maternal, a desilusão e a resiliência, combinada com a dimensão artística de um coro de 28 elementos e uma produção meticulosa, sugere um trabalho de grande ambição que deverá ser recebido com entusiasmo tanto pela crítica como pelo vasto público português. A capacidade de Smith em entrelaçar narrativas pessoais, incluindo a representação de apoio queer, na sua obra musical, reforça a sua relevância cultural, posicionando-o como um artista que continuamente expande as fronteiras da expressão na música pop contemporânea, oferecendo conforto e identificação a muitos.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 23 de julho de 2026
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