Sean Riley & The Slowriders celebram 20 anos num concerto especial na Casa Capitão
Sean Riley & The Slowriders celebram 20 anos de carreira com concerto especial na Casa Capitão, reafirmando o seu impacto na música portuguesa contemporânea.
Redação PORTA B
19 de fevereiro de 2026

Sean Riley & The Slowriders celebram 20 anos num concerto especial na Casa Capitão
Duas décadas de palco, música e cumplicidade
No próximo dia 25 de março, a Casa Capitão, em Lisboa, será palco de uma noite de celebração que promete marcar o ano na agenda musical portuguesa: Sean Riley & The Slowriders assinalam vinte anos desde o primeiro concerto da banda, oferecendo aos fãs um espetáculo único, pensado para homenagear a história, as canções e os laços que definem este projeto incontornável da música nacional.
O percurso de Sean Riley & The Slowriders é feito de momentos decisivos, mas o início remonta ao dia 3 de março de 2006, quando Afonso Rodrigues, Bruno Simões e Filipe Costa subiram ao palco do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra. Numa sala cheia e fervorosa, integraram as celebrações do vigésimo aniversário da Rádio Universidade de Coimbra, sem ainda se apresentarem oficialmente com o nome que hoje consagra o grupo. Na altura, um set de apenas vinte minutos e seis canções bastou para conquistar o público e para cimentar uma química que rapidamente se transformaria em banda.
Identidade construída em palco e disco
O concerto inaugural foi apenas o início de uma viagem intensa, marcada por crescimento artístico, discos emblemáticos e digressões memoráveis. A formação original viria a expandir-se, com a entrada de Filipe Rocha e, posteriormente, de Nuno Filipe, num processo de consolidação que permitiu à banda explorar novas sonoridades e aprofundar uma identidade própria. Ao longo dos anos, Sean Riley & The Slowriders trouxeram ao panorama português uma abordagem singular, cruzando referências do folk, do indie rock e da tradição americana, e conquistando tanto a crítica como seguidores fiéis.
Os álbuns lançados ao longo destas duas décadas — desde o icónico “Farewell” até aos trabalhos mais recentes — refletem não só a evolução musical do grupo, mas também um percurso de descoberta pessoal e colectiva. A cada disco, a banda tornou-se mais coesa, mais livre e mais autêntica, sem nunca perder o vínculo entre os membros e a paixão pela música que os juntou em Coimbra, naquele distante início.
Reencontro e celebração na Casa Capitão
Passados vinte anos, o concerto de dia 25 de março não é apenas um regresso ao palco. É uma celebração da data de criação da banda, um reencontro entre músicos que mantêm intacta a cumplicidade e o entusiasmo, e uma oportunidade para revisitar o repertório que marcou gerações. O espetáculo terá como mote uma viagem pelas canções mais emblemáticas de Sean Riley & The Slowriders, numa proposta pensada para envolver o público numa noite de memórias, emoções e futuro.
A escolha da Casa Capitão, espaço reconhecido pela programação diversificada e pela valorização da cultura independente, reforça o carácter especial do evento. O local promete proporcionar a intimidade e a proximidade que fazem parte da essência da banda, num ambiente propício a partilhas e reencontros. Espera-se uma sala cheia de admiradores de todas as idades, muitos deles testemunhas do percurso desde o primeiro concerto, outros que descobriram a banda pelo caminho, mas todos unidos pela música.
Mais do que uma data: a afirmação de um legado
Ao celebrar vinte anos de carreira, Sean Riley & The Slowriders reforçam o seu lugar no mosaico da música portuguesa contemporânea. A longevidade da banda é, por si só, motivo de celebração, num contexto em que a perseverança e a autenticidade são cada vez mais raras. O concerto da Casa Capitão será, por isso, uma homenagem não só ao passado, mas também ao presente e ao futuro — à capacidade de reinventar, de continuar a criar e de permanecer fiel a uma visão artística.
Este evento marca um ponto de encontro entre gerações e entre músicas, num tempo em que os palcos são espaços de resistência e de comunhão. Para os membros da banda, é o reencontro com uma história que mudou as suas vidas; para o público, é a oportunidade de celebrar uma banda que, ao longo de vinte anos, deixou marcas indeléveis na paisagem cultural portuguesa.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 19 de fevereiro de 2026
PORTA B — Este artigo representa a perspetiva independente da nossa redação. Jornalismo cultural crítico, sem financiamento corporativo ou estatal.