Silvana Peres apresenta novo álbum “A Todas As Mulheres” com concertos em Lisboa e Porto
Silvana Peres regressa em
Redação PORTA B
8 de julho de 2026

Silvana Peres Ergue Voz e Manifestos com “A Todas As Mulheres” em Lisboa e no Porto
A cantora Silvana Peres prepara-se para subir aos palcos ainda este mês de julho, marcando o regresso com a apresentação do seu mais recente trabalho discográfico, "A Todas As Mulheres". Os concertos estão agendados para 24 de julho no Teatro Camões, em Lisboa, e para 29 de julho no Fórum Cultural de Ermesinde, na região do Porto, prometendo mais do que simples espetáculos musicais.
Um Grito Pela Igualdade
Estes eventos de apresentação transcendem a mera divulgação de um álbum, assumindo-se como um poderoso manifesto artístico e cívico. Silvana Peres utiliza a sua plataforma para reforçar um conjunto de valores fundamentais, como a defesa da igualdade e a desconstrução de estereótipos enraizados na sociedade. Os concertos são um apelo direto à defesa dos direitos humanos e ao combate urgente a todas as formas de violência, bem como à não normalização de discursos de ódio.
Com um percurso já consolidado no panorama musical português, Silvana Peres é reconhecida pela sua autenticidade e pela fusão de influências que caracterizam a sua obra. Este novo projeto é um passo natural na sua carreira, onde a artista reforça o papel transformador da arte na construção de uma sociedade mais justa e verdadeiramente inclusiva, usando a música como veículo para a mudança social.
O Canto Plural da Criação Feminina
Um dos elementos mais distintivos de "A Todas As Mulheres" reside no forte destaque dado à criação artística feminina em Portugal. O alinhamento do álbum é notável por conseguir reunir, no mesmo projeto, um leque impressionante de autoras, compositoras e intérpretes portuguesas, abrangendo diversas gerações e estilos. Esta convergência de talentos celebra a riqueza e a diversidade da voz feminina na cultura nacional.
Entre os nomes que colaboram e enriquecem este trabalho, encontram-se referências incontornáveis como Teresa Muge, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Marina Mota, Mafalda Arnauth, Rita Marrafa de Carvalho, Joana Alegre, Joana Espadinha, Elisa Rodrigues, Teresinha Landeiro, Marta Rosa, Beatriz Felício e Rita Dias. A estas vozes contemporâneas junta-se ainda a intemporalidade da herança poética de Florbela Espanca, sublinhando a continuidade da força feminina na arte.
O primeiro cartão de visita deste trabalho é o single "Violência", uma canção que se destaca pela sua mensagem contundente. Com letra e música assinadas pela multifacetada Marina Mota, o tema surge como um grito que se ergue do silêncio, um apelo direto e inequívoco ao combate e à eliminação de todos os tipos de violência que ainda persistem na sociedade. A produção musical do álbum está a cargo de Ângelo Freire, prestigiado e reconhecido guitarrista português, figura incontornável do Fado, que confere uma sonoridade singular ao projeto.
Perspetiva
A relevância cultural e social de "A Todas As Mulheres" é inegável, e o projeto conta com um vasto apoio institucional que valida a sua importância. O envolvimento da República Portuguesa (através das áreas da Cultura, Juventude e Desporto), da CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores e do Museu do Fado, sublinha o reconhecimento da mensagem e do valor artístico desta iniciativa.
Este lançamento e os consequentes concertos de apresentação de Silvana Peres representam um momento significativo para a música portuguesa e para o debate público em torno da igualdade de género e dos direitos humanos. "A Todas As Mulheres" não é apenas um álbum, mas uma plataforma que amplifica vozes essenciais e provoca a reflexão, consolidando o papel da arte como motor de progresso social e cultural em Portugal.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 8 de julho de 2026
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