Toli César Machado partilha videoclip de "Noir" com Ianina Khmelik
Toli César Machado lança videoclip de "Noir" com Ianina Khmelik, realizado por alunos da ESMAD, reforçando a colaboração artística do seu segundo álbum.
Redação PORTA B
25 de março de 2026
Toli César Machado lança videoclip cinematográfico de "Noir" com Ianina Khmelik
O novo trabalho de Toli César Machado, uma das figuras mais proeminentes da música portuguesa, continua a marcar a agenda cultural. “Noir”, o tema-título do seu mais recente álbum, ganhou agora forma visual com o lançamento do respetivo videoclip. Com uma abordagem que alia música, cinema e uma forte carga estética, este projeto reafirma a capacidade do artista para criar diálogos entre diferentes artes, mantendo uma identidade singular e profundamente enraizada na cultura portuguesa.
Um videoclip nascido no universo académico
O videoclip de "Noir" distingue-se não só pela qualidade artística mas também pelo contexto em que foi produzido. O trabalho é fruto de uma colaboração com os alunos do 2.º ano da Licenciatura em Cinema e Audiovisual – Ramo Audiovisual, no âmbito da Unidade Curricular de Projeto Audiovisual, lecionada na Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD), do Instituto Politécnico do Porto.
Esta parceria entre o universo académico e um artista consagrado evidencia o compromisso de Toli César Machado em abrir espaço para novos talentos e promover o diálogo entre diferentes gerações de criadores. O resultado é um produto visual que complementa perfeitamente a atmosfera onírica e cinematográfica do tema “Noir”.
Ianina Khmelik: uma presença que eleva o tema
A acompanhar Toli neste tema está a violinista Ianina Khmelik, cuja participação confere uma dimensão adicional de sofisticação à composição. Membro da banda de Toli César Machado nas atuações ao vivo, Ianina já havia deixado a sua marca no álbum “Noir” com a sua interpretação única. No videoclip, a sua presença em cena é tão forte quanto o som do seu violino, uma combinação que aprofunda ainda mais o caráter etéreo da música.
Sobre a colaboração, Toli César Machado destacou recentemente o papel essencial que Ianina desempenha na concretização da sua visão artística. "[Ela] é uma força criativa e uma inspiração constante. O que ela trouxe para 'Noir' vai muito além do que eu imaginei inicialmente", disse o músico.
Um álbum cinematográfico com prioridades bem definidas
Lançado no final de 2023, "Noir" é o sucessor de “Espírito – Contrário da Escuridão” (2018) e reflete o amadurecimento de Toli César Machado enquanto compositor e produtor. Produzido pelo próprio artista em parceria com Rui Maia, o disco conta com letras assinadas por nomes como Tiago Torres da Silva, Edu Mundo, Vasco Barreto, Hélder Moutinho e Mário Alves.
A voz está entregue a um conjunto impressionante de intérpretes, incluindo Ela Vaz, Marisa Liz, Valter Lobo, Marcela Freitas, Hélder Moutinho e Zeca Medeiros. No entanto, é a palavra que assume o protagonismo em “Noir”. O disco é descrito pelo próprio músico como “cinematográfico”, guiando os ouvintes numa viagem evocativa pelo imaginário das estéticas dos anos 40.
Além disso, o álbum reflete um cuidado extremo na orquestração, com a colaboração de músicos como Ianina Khmelik, o guitarrista Ricardo Parreira, o Wallow Choir e o pianista Telmo Marques. Cada faixa é uma peça de um puzzle maior, que pinta um retrato sonoro rico em texturas e referências.
Entre a tradição e a inovação
O videoclip de “Noir” é mais uma prova de que Toli César Machado continua a desafiar convenções e a explorar novos territórios criativos. Ao envolver uma equipa de estudantes da ESMAD na conceção e execução deste trabalho, o artista não só dá visibilidade à próxima geração de talentos como também reforça a importância da ligação entre diferentes expressões artísticas.
O resultado final é uma obra que funde música e imagem de forma orgânica, transportando o público para uma narrativa visual que complementa na perfeição as sonoridades melódicas e os arranjos sofisticados de “Noir”.
Com este novo lançamento, Toli César Machado continua a provar que a sua música é mais do que algo para ser ouvido: é uma experiência sensorial completa que pede para ser vivida e sentida em toda a sua plenitude.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 25 de março de 2026
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