U.S. Girls partilha vídeo/single “You’ve Got Everything – But A Smile”
U.S. Girls lança o single e vídeo “You’ve Got Everything – But A Smile”, após Meg Remy compor para o filme “Dead Lover”, exibido em festivais internacionais.
Redação PORTA B
24 de março de 2026

U.S. Girls partilha vídeo/single “You’ve Got Everything – But A Smile”
A artista multidimensional Meg Remy, mais conhecida pelo projecto U.S. Girls, está de regresso com um novo single e vídeo, "You’ve Got Everything – But A Smile". A canção, que assinala um novo capítulo na já extensa carreira da produtora e compositora canadiana, é acompanhada por um teledisco visualmente arrebatador, reforçando o estatuto de Remy como uma das vozes mais inventivas da música actual.
Num misto de pop retro e uma produção sonora moderna, "You’ve Got Everything – But A Smile" apresenta uma vibração cativante e cheia de texturas. A música transita entre elementos de disco, funk e soul, géneros que têm marcado a identidade do projecto U.S. Girls. A letra, carregada de ironia e introspecção, aborda temas como a superficialidade nas relações humanas e a constante busca por satisfação num mundo cada vez mais dominado por aparências.
O vídeo, que acompanha o lançamento, complementa a mensagem da canção com uma estética surrealista e simbólica. Filmado em tons saturados e com uma direcção artística que remete para o glamour dos anos 70, o teledisco reforça o lado performativo de Remy. A artista assume o papel de narradora visual, deixando transparecer, mais uma vez, a sua habilidade ímpar para contar histórias através de diferentes meios.
Um ano de grandes conquistas
Este lançamento surge num momento particularmente marcante para Meg Remy, cujo talento transcende a música. Para além do novo single, a compositora estreou-se recentemente no mundo do cinema, colaborando com a realizadora Grace Glowicki na banda-sonora do filme “Dead Lover”. Esta comédia de terror surreal destacou-se em festivais de renome, como o Festival de Sundance, onde foi exibida na prestigiada secção Midnight. A obra percorreu ainda o Festival Internacional de Cinema de Toronto, o SXSW, o Festival Internacional de Cinema de Roterdão e o Festival de Cinema de Gotemburgo, recebendo aclamação da crítica pela sua abordagem única ao género.
A incursão de Remy no cinema é uma extensão natural da sua criatividade. Em várias entrevistas ao longo dos anos, a artista tem sublinhado o seu fascínio por narrativas visuais e a forma como estas se podem cruzar com a música para criar experiências mais ricas. “Dead Lover” parece ser a concretização desse desejo de explorar novos territórios artísticos, ao mesmo tempo que mostra a versatilidade de Meg Remy como criadora.
O impacto do projecto U.S. Girls
Desde a fundação do projecto U.S. Girls, em 2007, Meg Remy tem sido uma força disruptiva na cena musical. Com álbuns como Half Free e In a Poem Unlimited, a artista desafiou convenções, misturando géneros e abordando temáticas sociais e políticas com uma perspetiva incisiva. A sua música tem assumido uma função quase documental, explorando as dinâmicas de poder, desigualdades de género e o impacto do capitalismo na sociedade contemporânea.
"You’ve Got Everything – But A Smile" parece não fugir a esta tradição, ainda que com uma abordagem mais subtil e introspectiva. O single é um lembrete poderoso do alcance artístico de Remy, que, através de uma sonoridade cativante, continua a questionar as normas e a convidar o público a reflectir sobre o mundo que o rodeia.
O que esperar a seguir?
Com a estreia de “You’ve Got Everything – But A Smile” e o sucesso de “Dead Lover”, o futuro de U.S. Girls parece promissor e repleto de possibilidades. Embora ainda não tenham sido revelados detalhes sobre um novo álbum, este single pode ser um indicador de que mais novidades estão a caminho. Seja na música, no cinema ou em outros formatos, Meg Remy continua a provar que é uma artista sem limites criativos.
Para os fãs de longa data e para os recém-chegados ao universo de U.S. Girls, "You’ve Got Everything – But A Smile" é mais uma peça notável num portefólio artístico que se recusa a seguir moldes predefinidos. Resta esperar pelo próximo capítulo nesta trajectória fascinante.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 24 de março de 2026
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