Undercroft lança o novo álbum “The Killer Sword”
Undercroft regressa com “The Killer Sword”, novo álbum que marca o retorno do vocalista Tito Melín após 26 anos, destacando-se pela maturidade técnica.
Redação PORTA B
27 de abril de 2026

Undercroft lança o novo álbum “The Killer Sword”
Após quase três décadas desde o emblemático “Bonebreaker”, os Undercroft regressam com um novo trabalho que promete agitar as águas do death metal. Intitulado “The Killer Sword”, este novo álbum, editado pela NB Extreme Recordings, marca o reencontro da banda chilena com o vocalista original, Tito Melín, e representa um verdadeiro ponto de viragem na sua carreira. Com uma abordagem técnica e compositiva mais amadurecida, o disco surge como uma declaração de intenções para uma nova fase do grupo, ao mesmo tempo que mantém intacta a sua agressividade e essência visceral.
Um regresso de peso às origens
Desde o lançamento de “Bonebreaker” em 1997, os fãs aguardavam ansiosamente pelo retorno de Tito Melín aos vocais da banda. Este reencontro não só simboliza o regresso às origens, como também evoca memórias de uma era em que os Undercroft ajudaram a moldar o death metal latino-americano. Contudo, “The Killer Sword” não se limita a revisitar o passado: pelo contrário, o álbum apresenta uma sonoridade fresca e contemporânea que reflete o crescimento artístico do grupo.
Gravado entre o Chile e a Alemanha, o disco beneficiou de uma colaboração internacional que fortaleceu ainda mais a sua produção. Sob a liderança de Claudio Illanes, guitarrista fundador, os nove temas do álbum foram construídos com um cuidado meticuloso, mesclando complexidade técnica com uma abordagem ferozmente agressiva. No que toca à produção, a banda confiou o trabalho a Rafael Dobbs, enquanto a mixagem e a masterização ficaram nas mãos do conceituado engenheiro musical Martín Furia, conhecido pelo seu trabalho com os Destruction.
A força de “The Killer Sword”
Com um título evocativo e carregado de simbolismo, “The Killer Sword” traduz-se numa verdadeira arma sónica, composta por faixas que exploram temas como a violência, o poder e a luta pela sobrevivência. Diferente de meros exercícios de nostalgia, o álbum reflecte uma banda que evoluiu sem perder o seu espírito combativo. É evidente que o processo de criação envolveu uma profunda introspecção e uma busca pela autenticidade, resultando num trabalho que, apesar de honrar o passado, se alinha com os tempos modernos do género.
Os dois singles lançados previamente como antecipação ao álbum — “Blood and Blades” e “Under Iron Skies” — já deixavam antever a abordagem feroz e o amadurecimento técnico que permeiam as composições. A recepção positiva dos fãs e da crítica especializada reforçou as expectativas em torno do lançamento, e “The Killer Sword” não decepcionou.
A nova digressão: o início de um novo capítulo
Para celebrar o lançamento do novo álbum, os Undercroft embarcaram numa digressão pela Alemanha, país que acolheu parte da gravação de “The Killer Sword”. O primeiro concerto aconteceu em Kiel a 24 de abril, arrancando com uma energia que os próprios membros da banda consideraram “contagiante e inesquecível”. A digressão prolonga-se até 13 de maio, com um concerto final agendado na emblemática cidade de Hamburgo.
O retorno aos palcos europeus simboliza não só uma reafirmação do poder dos Undercroft, mas também um convite à descoberta de novos públicos. A combinação de temas clássicos com as novas faixas promete transformar cada espetáculo num autêntico ritual de destruição melódica.
Disponível em formato físico e digital
Para os fãs mais tradicionais, “The Killer Sword” já está disponível em formato físico através da NB Extreme Recordings, contribuindo para manter viva a experiência tangível de colecionar discos. Para os adeptos da música digital, o álbum pode ser ouvido nas principais plataformas de streaming, garantindo que ninguém fique de fora desta experiência musical.
Com este lançamento, os Undercroft relembram ao mundo que o death metal continua a ser uma força irreverente, capaz de se reinventar sem comprometer a sua essência. “The Killer Sword” é, sem dúvida, um marco na carreira da banda e uma promessa de que o melhor ainda está por vir.
PORTA B — Jornalismo Cultural Independente | 27 de abril de 2026
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